Crise reduz exportações e pressiona economia da América Latina

Scotiabank lembra que região é muito dependente de balança comercial; Brasil possui visão mais favorável entre analistas

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SÃO PAULO – A crise financeira internacional tem feito com que diversas instituições demonstrem um certo ceticismo com o progresso da economia da América Latina. Na segunda-feira (9), foi a vez de o Scotiabank dar seu relato, que se resume na crença de que a região não está imune às turbulências externas.

De um modo geral, a equipe do banco acredita que a forte redução no comércio internacional irá diminuir de forma significativa a contribuição externa à economia da região, que ainda é bastante dependente de suas exportações. Para piorar, seu principal parceiro comercial – Estados Unidos – é um dos mais afetados pela crise.

Assim, na medida em que as commodities são responsáveis por parte da balança comercial da maioria dos países latinos, a instituição afirma que a evolução dos preços dos insumos será um fator determinante para o rumo da região. No entanto, ressalta a expectativa de que as cotações engrenem uma recuperação somente no longo prazo.

A avaliação continua com os analistas apontando outros fatores que podem prejudicar o crescimento da economia latino-americana. Entre eles, destaque para a elevada aversão ao risco entre os investidores, que tem diminuído o fluxo de recursos estrangeiros para os mercados da região, além da forte volatilidade das moedas locais.

Visão favorável para o Brasil

Para o Brasil, especificamente, o Scotiabank demonstra uma visão mais favorável. Embora considere que o País também não está imune aos efeitos da crise, o banco acredita que o sistema financeiro doméstico está bem posicionado para combater os choques que vêm afetando os principais centros do mundo.

Neste sentido, a instituição elogia os recentes esforços do governo brasileiro, principalmente através de mecanismos fiscais e monetários, para manter a economia no caminho do crescimento. Para os analistas, o bom ambiente político contribui também com o setor corporativo do País, que deve continuar se expandindo no continente.

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Desta forma, os analistas trazem projeções mais amenas para a economia do Brasil. Destaque para o PIB (Produto Interno Bruto), que, segundo eles, deverá crescer apenas 1,5% em 2009 e 2,5% em 2010. A balança comercial, por sua vez, encerrará com superávits de US$ 10 bilhões e US$ 5 bilhões nos respectivos anos, projeta o Scotiabank.