Crise pressiona e barril de petróleo opera em sua maior queda em cinco semanas

Mercado teme redução na demanda dos EUA; AIE diminui previsão de oferta global da commodity

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SÃO PAULO – O preço do barril de petróleo experimenta sua maior baixa no período de cinco semanas na bolsa de Nova York.

A cotação do produto é influenciada pelos temores do mercado quanto a uma redução na demanda dos Estados Unidos, uma vez que o crescimento da economia pode ser afetado pela crise do subprime.

O mercado energético, principalmente relativo ao petróleo e commodities em geral, é um dos mais expostos às preocupações com a liquidez nas praças financeiras. Com a continuidade da crise, os analistas prevêem novas quedas na cotação do produto.

AIE reduz previsão de oferta do petróleo

A AIE (Agência Internacional de Energia), instituição composta por 26 países consumidores do petróleo, reduziu a previsão de oferta global do produto para o quarto trimestre do ano em 100 mil barris.

A entidade, que divulgou o relatório nesta sexta-feira, justificou a decisão com base na redução do consumo nos Estados Unidos, onde a demanda por gasolina caiu por três semanas consecutivas.

Confira as cotações

O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 69,34
nesta sexta-feira, baixa de 1,11% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 10,90% neste mês de agosto.

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Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 15,30%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em setembro de 20007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 70,64 por barril, configurando uma baixa de 1,33% frente ao fechamento anterior.