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SÃO PAULO – Enquanto o Congresso dos EUA adia a aprovação do plano de resgate do governo norte-americano, o presidente George W. Bush se une ao presidente do Fed, Ben Bernanke, e ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, pedindo pressa ao órgão. Em pronunciamento oficial, o presidente do país afirmou que “sem ação imediata do Congresso, os EUA podem entrar em pânico financeiro e gerar um cenário problemático”.
Bush também comentou sobre o desencadeamento da crise, a falência do banco de investimento Lehman Brothers e as intervenções realizadas pelo governo até agora, principalmente a estatização da seguradora AIG e das agências de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac.
“Com a situação tornando-se mais precária a cada dia, eu me deparei com uma escolha: assumir uma posição e tomar uma medida governamental dramática ou ficar de fora e permitir que as ações irresponsáveis de alguns enfraquecessem a segurança financeira de todos”, declarou Bush.
Porém, o presidente não escapou das críticas após o seu discurso. Em comunicado, o senador Christopher Dodd afirmou que é “lamentável que 40 dias antes da eleição foi preciso haver a pior crise econômica na nação desde a Grande Depressão para finalmente chamar a atenção do presidente”. O senador ainda completou, dizendo que agora o país enfrenta desafios que eram inteiramente evitáveis.
Plano mais próximo
Foram necessários pedidos do presidente do Fed, do secretário do Tesouro e do presidente do país, mas aparentemente a aprovação da ajuda está próxima: uma reunião entre os líderes do Congresso dos EUA, Bush e os dois candidatos à presidência deve acontecer nesta quinta-feira (25), visando a elaboração final da legislação.
Cabe lembrar que a intenção do governo é disponibilizar a quantia de US$ 700 bilhões para a compra de ativos podres de instituições financeiras pressionadas pela crise nos mercados imobiliários e de crédito. A demora na aprovação do plano se deve principalmente a questões relativas aos mecanismos de proteção aos contribuintes e ao fato que eles teriam que arcar com o salvamento de firmas privadas.
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As incertezas em relação à aprovação do plano não têm levado somente a previsões dramáticas dos líderes econômicos do governo, mas também a reações no mercado financeiro. Enquanto Wall Street permanece cauteloso, as taxas interbancárias sobem com preocupações de que o atraso irá levar as instituições a acumular capital.
Além disso, para dar mais ênfase às falas de Paulson e Bernanke, que ressaltaram o fato de que os ativos serão revendidos, o diretor do Gabinete de Orçamento do Congresso, Peter Orzag, afirmou que o custo final do plano será “substancialmente menor” do que os US$ 700 bilhões iniciais, depois da venda dos ativos adquiridos.