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SÃO PAULO – Com a crise do mercado de crédito trazendo aos mercados globais o forte temor de que os EUA possam passar por um período de recessão, cresce o foco sobre os passos das autoridades monetárias dos mercados desenvolvidos.
Nesta maior pressão para que os Bancos Centrais reduzam o juro básico de suas economias, a Merrill Lynch julga tamanho foco como excessivo. Isto porque o banco de investimentos enxerga que os BCs tem em mãos os instrumentos de controle do custo do crédito, mas não de sua viabilidade.
Em outras palavras, as autoridades monetárias não podem determinar nem a periodicidade nem o montante de recursos que as instituições financeiras ofertarão ao mercado.
Emergentes asiáticos dão sinais de contágio…
Outro ponto abordado pela Merrill Lynch é que o estreitamento no mercado de crédito nos EUA é o maior visto nos últimos anos, e, pelo curso dos mercados, a perspectiva é de maior restrição.
Tal cenário não se restringe à maior economia do mundo, já que os dados do Banco Central Europeu mostram que tanto no varejo como no lado institucional, o crédito na região também se estreitou. Para a Merrill Lynch, a surpresa para alguns é a afirmação de que os efeitos da crise no mercado de crédito começam a contagiar os emergentes.
O banco lista os sinais que levam a esta afirmativa. Primeiro, o spread de títulos de dívida de emergentes tem aumentado. De fato, os títulos da dívida pública destes mercados teve performance inferior à dos Treasuries em 2007, a despeito da depreciação do dólar. Segundo, as operações de swap em crédito avançaram de maneira significativa no mercado asiático.
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… e respaldam estratégia de maior exposição em desenvolvidos
Para os que lêem tais dados como um simples movimento de fly to quality, a instituição alerta para os fatores macroeconômicos por trás do movimento dos mercados. Na Ásia, as taxas de embarque de mercadorias mostram clara desaceleração, o que pode estar relacionado a um menor crescimento econômico da região.
Diante destes números, a Merrill Lynch avalia que a percepção de que os emergentes asiáticos estariam imunes à crise no mercado global de crédito passa a ser desafiada. Por conseqüência, a estratégia do banco de maior exposição a mercados desenvolvidos encontra respaldo.