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SÃO PAULO – Na segunda-feira (6), o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o governo está “acompanhando de perto” o nível de liquidez do País, para evitar que a crise financeira que começou nos Estados Unidos e se tornou mundial abale o sistema de concessão de crédito no Brasil.
Aos exportadores, ele anunciou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) oferecerá novas linhas de financiamento. Quanto à concessão de crédito à pessoa física, Jorge admitiu que houve certa redução, mas não acredita que se trate de uma situação progressiva.
Esperando a poeira abaixar
Para o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, o Banco Central tem a grande responsabilidade de adotar medidas para evitar que o sistema financeiro brasileiro entre em bancarrota.
“O Banco Central não pode nem pensar em aumentar a taxa de juros. Além disso, o BC tem condições de realizar medidas, a qualquer momento, para proteger nosso sistema financeiro. Sinceridade, tranqüilidade e equilíbrio não são suficientes para blindar o País”, afirmou, admitindo que, no entanto, o Brasil ainda não sentiu o impacto da crise, graças aos bons índices econômicos que o País apresentou nos últimos anos. Mesmo assim, defende algumas medidas imediatas, para evitar o pior.
Mas o discurso da tranqüilidade continua sendo o preferido pelo governo. “Antes de qualquer atitude, temos que esperar a poeira abaixar. O governo agirá quando for necessário”, afirmou Jorge, durante o lançamento de um caderno com propostas para modernizar o setor da Construção Civil, realizado na sede da Fiesp.