Crise atinge duramente bancos europeus e bolsas da região amargam forte perdas

Bradford & Bingley, Fortis e Hypo Real State são salvos por países da Europa; mercado varejista na zona do euro também preocupa


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SÃO PAULO – Respondendo ao pessimismo quanto à saúde de grandes instituições financeiras da região, às tensões sobre as novas referências do plano anti-crise e aos indicadores econômicos preocupantes, as principais bolsas na Europa terminaram com a maior desvalorização em cerca de oito meses. Com a deterioração do cenário econômico, o dia também foi de queda para as commodities, o que pressionou o desempenho de companhias atreladas ao setor.

Em uma tentativa de conter a derrocada de instituições financeiras e garantir a liquidez do sistema, o Tesouro do Reino Unido nacionalizou o banco Bradford & Bingley, pagando uma quantia aproximada de US$ 33 bilhões, além de facilitar a venda de ativos da sua divisão de varejo para o espanhol Santander.

Na mesma linha, o banco belga Fortis (-17,0%), também em situação de risco, recebeu uma injeção de € 11,2 bilhões, em uma operação envolvendo os governos de Luxemburgo, Bélgica e Holanda. Já na Alemanha, a segunda maior instituição concessora de crédito imobiliário, o Hypo Real State (-72,2%) teria recebido garantias de financiamento junto ao governo no valor de € 35 bilhões, segundo agências internacionais.

Desta maneira, os papéis de bancos e instituições financeiras novamente foram o destaque de baixa entre os principais índices de ações da região. Com destaque para os papéis de Deutsche Bank (-7,3%), HBOS (-18,0%) e Deutsche Postbank (-23,73%).

Indicadores e commodities

Na agenda econômica, as vendas no varejo na região do euro recuaram pelo quarto mês consecutivo em setembro, à medida que a restrição do crédito e os maiores preços dos produtos reduziram o poder de compra dos consumidores.

Por outro lado, nos EUA o Personal Income – avaliação da renda individual dos cidadãos norte-americanos – veio acima do esperado no mês de agosto, ao marcar uma alta de 0,5%. Já o Personal Spending – relatório referente aos gastos dos consumidores com bens e serviços – mostrou variação nula, contrariando previsões de leve alta de 0,2%.

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Adicionalmente, a sessão também foi de perdas para o preço das commodities, pressionando os papéis de companhias produtoras de matérias-primas, como mineradoras e petrolíferas. Uma vez que o menor crescimento da economia na região reduz a procura por metais e combustíveis.
Confira a cotação dos principais índices

O índice FTSE 100 da bolsa de Londres apresentou desvalorização de 5,30% a 4.819 pontos, acumulando no ano forte baixa de 25,37%.

Enquanto o CAC 40 da bolsa de Paris encerrou em forte baixa de 5,04%, atingindo 3.953 pontos e sua variação no ano acumula forte baixa de 29,58%.

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A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma forte baixa de 4,23% , atingindo 5.807 pontos, acumulando uma desvalorização de 28,02%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
DAX 30 -4,23 5.807 -9,58 -28,02
CAC 40 -5,04 3.953 -11,80 -29,58
FTSE 100 -5,30 4.819 -14,51 -25,37
SMI -4,63 6.500 -10,20 -23,39
MIB 30 -4,93 26.221 -11,45 -31,99