Criptomoedas: bitcoin tem leve alta, apesar de Strategy e saídas de ETFs

A criptomoeda operou em alta nesta sexta-feira com a desvalorização da moeda americana globalmente

Estadão Conteúdo

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O bitcoin operou em alta na tarde desta sexta-feira, 26, retomando o nível de US$ 60 mil e tentando firmar recuperação. A alta ocorre diante da fraqueza do dólar, mas é limitada pelas preocupações com a fraca demanda institucional e a desvalorização da Strategy.

Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin avançava 0,21%, a US$ 59.564,77, mas recuava cerca de 5,43% na semana, segundo a plataforma Coinbase. Já o ethereum subia 0,34%, a US$ 1.570,27, mas tombava 7,7% na variação semanal, ainda de acordo com a Coinbase.

A primeira moeda digital oscilou entre o patamar de US$ 58 mil e US$ 60 mil durante todo o dia. O FxPro explica que a movimentação se assemelha à liquidação de posições durante picos de baixa, seguidas por fortes compras durante a recuperação. “Dado a deterioração do sentimento entre os investidores institucionais e a capacidade de se desfazer rapidamente de criptomoedas para estabilizar seus balanços, vale a pena se preparar para pressão contínua e picos periódicos de vendas por parte de traders alavancados”, afirma.

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A aparente fragilidade da Strategy, maior detentora corporativa do bitcoin, também pesa sobre o sentimento. As ações da empresa renovaram as mínimas em US$ 71,25, pressionadas pelo prejuízo de US$ 13 bilhões acumulado pela empresa. Para a CoinShares, o mercado interpreta isso como um “sinal de fragilidade mais ampla”.

Além disso, o FxPro afirma que as preocupações com a saúde financeira da Strategy crescem, levando em conta que a empresa não possui “reservas suficientes em dólares para pagar dividendos e reduzir seu endividamento”, o que pode levar a uma nova venda de bitcoins.

De acordo com dados da Coinglass, foram registrados US$ 1,34 bilhão de saídas de capital de Exchange-Traded Funds (ETFs) ligados ao bitcoin entre segunda-feira e quinta-feira.

No fronte geopolítico, os Estados Unidos anunciaram um acordo entre Israel e Líbano para encerrar o conflito com o Hezbollah. O tratado prevê a retirada dos israelenses do território libanês. No entanto, as tensões voltaram a subir no Estreito de Ormuz diante dos ataques iranianos contra embarcações, classificados pelo presidente americano Donald Trump como uma violação do cessar-fogo pelo Irã.