Criptomoedas: bitcoin cai com tensões no Oriente Médio ampliando aversão ao risco

Criptomoeda recuou após renúncia de negociador iraniano e ativação de defesas aéreas em Teerã enquanto investidores realizam lucros após máxima de 11 semanas registrada na véspera

Estadão Conteúdo

Representação da criptomoeda bitcoin em ilustração criada em 10 de setembro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic
Representação da criptomoeda bitcoin em ilustração criada em 10 de setembro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic

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O bitcoin operou em queda nesta quinta-feira, 23, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, elevando preocupações dos investidores com um choque mais persistente nos preços da energia e ampliando a aversão aos ativos de risco.

Por volta das 16 horas (em Brasília), o bitcoin caía 1,6%, a US$ 77.718,87. O ethereum recuava 3,62%, a US$ 2.306,06, de acordo com a plataforma Binance.

Informações de que o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, renunciou à equipe de negociação do país persa, bem como a ativação de sistemas de defesa em Teerã, ajudaram a ampliar o sentimento de aversão ao risco nesta tarde. No Estreito de Ormuz, as forças dos EUA já redirecionaram 33 navios desde o início do bloqueio naval contra o Irã, segundo o Comando Central americano (Centcom, em inglês) hoje. Ainda que Washington e Teerã não tenham descartado uma nova rodada de negociações, não há data para as delegações se reunirem.

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As renovadas tensões estão incentivando investidores a realizarem lucros no bitcoin depois que a criptomoeda atingiu, na quarta-feira, a máxima de 11 semanas. A correção, no entanto, é relativamente modesta, diz Davis Morrison, da Trade Nation. “No geral, as criptos continuam se comportando bem nas circunstâncias atuais e apresentaram volatilidade reduzida, apesar da contínua turbulência geopolítica”, acrescenta o estrategista.

A capacidade do bitcoin de se manter acima de US$ 76.000 é um desdobramento técnico importante, afirma O LMAX Group. Do ponto de vista de fluxo e posicionamento, há sinais crescentes de que detentores de mais longo prazo estão voltando, ajudando a absorver a oferta e a estabilizar o mercado nas quedas para criar uma base mais saudável visando acumulação, frisa a empresa.