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SÃO PAULO – Em seu texto de despedida antes da aposentadoria, anunciada em fevereiro deste ano, o presidente do Goldman Sachs Asset Management, Jim O’Neill, trouxe uma visão positiva para a economia global. Em seu texto chamado “The World” (O Mundo, em tradução livre), ele destacou esperar um desempenho mais forte e rico nas próximas décadas.
Por outro lado, o homem que criou em 2001 o termo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) para designar países com boa oportunidade de crescimento, sinalizou que está decepcionado com o desempenho econômica de dois membros do “bloco”: Brasil e Rússia. “Nesta década, até agora, estes países estão crescendo menos que o previsto”, avalia O’Neill.
Entretanto, ele destacou que os Brics, juntamente com outras economias menores, estão ganhando importância global, ao passo que as economias mais desenvolvidas vêm registrando um desempenho bastante fraco. Apesar da decepção com Brasil e Rússia, ele ressalta que a sigla criada por ele foi a que guiou a expansão dos emergentes nos últimos anos.
Segundo ele, caso a China cresça “apenas 7,5%” e os países desenvolvidos voltarem a apresentar expansão, a economia mundial poderá crescer novamente a uma taxa de 4% ao ano, tornando a economia mundial ainda mais forte caso isso realmente acontecer.
Next11?
Por outro lado, O’Neill afirmou que houve uma mudança de ritmo, com a desaceleração dos Brics se contrapondo com a aceleração dos chamados Next11, ou N11. Este grupo é formado por Bangladesh, Coreia do Sul, Egito, Filipinas, Indonésia, Irã, México, Nigéria, Paquistão, Turquia e Vietnã. Com isso, aponta, há uma maior evidência deste novo grupo nos mercados em relação ao grupo criado pelo chairman do Goldman em 2001.
O cenário, entretanto, aponta para recuperação, uma vez que O’Neill espera uma expansão econômica média anual de 5,2% para o Brasil nesta década, enquanto na década passada foi de 3,6%. Este é o menor crescimento projetado para o grupo, uma vez que espera crescimento de 5,4% para a Rússia e 7,5% para a China e Índia no mesmo período.
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O executivo afirmou ainda que tamanho não é tradução para riqueza uma vez que, dentre os países mais populosos, só 3 – EUA, Alemanha e Japão – estão no ranking dos 20 com maior PIB per capita.
Manchester United
Por fim, O’Neill agradeceu os seus parceiros, colegas e clientes da instituição e desejou boa sorte aos 7 bilhões de habitantes do planeta. Dentre eles, ele desejou principalmente os torcedores do Manchester United, time para o qual O’Neill torce, após fazer diversas referências futebolísticas em seu texto.