Crescimento nos assinantes da rede móvel guiará bons números da TIM em 2012

Deutsche acredita que companhia vai melhorar receita e margem operacional, impulsionadas ainda pelo lançamento da Atimus

Publicidade

SÃO PAULO – O lançamento do serviços de banda larga da Atimus no meio deste ano e o crescimento contínuo nos assinantes da rede móvel da TIM (TIMP3) devem contribuir para melhorar a receita e margem operacional da companhia em 2012, disse o Deutsche Bank. Após encontro com a administração da companhia no Rio de Janeiro, o banco reforçou suas expectativas positivas para a empresa do setor de telecomunicações e manteve sua recomendação de compra para seus ADRs (American Depositary Receipts). 

A margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa) deve aumentar entre 50 a 100 pontos-base em 2012, frente ao registrado no ano passado, em virtude do crescimento em torno de 15% do número de assinantes, comentaram os analistas Rizwan Ali e Miguel Garcia. Além disso, a companhia comunicou que espera um impacto limitado no no Ebitda (geração operacional de caixa), de menos de 1%, com a redução do MTR (taxa de uso da rede móvel) em cerca de 10% para início de março.

Já em relação ao capex (investimentos em bens de capital) para este ano, a companhia informou que deve ficar em torno de R$ 2,9 bilhões, similar ao número registrado no ano passado. Por sua vez, a TIM espera que esse número caia em 2013 e em 2015 represente 14% da receita.

Projeções para 2012 e 2011:
O Deutsche também projetou os números para os resultados da companhia em 2011 e 2012. Vale lembrar que a TIM vai divulgar seus números do quarto trimestre do ano passado no dia 15 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

(em R$ milhões)   2012E  2011E

2010

2012E/2011E 2011E/2010
Receita Líquida 19,113 17,009 14,457 12,37% 17,65%
Ebitda* 5,343 4,578 4,194 16,85% 9,16%
Margem Ebtida** 28% 26,9% 29% 1,1 p.p. -2,1 p.p.
Lucro Líquido 1,893 1,341 2,212 41,04% -39,38%

* Ebitda: Geração operacional de caixa
** Margem Ebitda: Relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa