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SÃO PAULO – As bolsas asiáticas caíram pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira após relatórios fracos sobre atividade industrial na China, Estados Unidos e Europa alimentarem preocupações sobre a desaceleração do crescimento global.
Às 7h28 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,69 por cento, levando suas perdas para pouco mais de 3 por cento na semana até agora com investidores livrando-se de ativos de mercados emergentes.
Embora sinais de uma desaceleração de mercados emergentes estejam evidentes há um tempo na forma dos preços de commodities em queda e crescimento fraco do comércio, investidores estavam de modo geral otimistas com esperanças de que as demandas forte dos EUA e da China manteriam o motor de crescimento mundial em movimento.
No entanto, os dados fracos de PMIs divulgados nesta semana acabaram com estas perspectivas. “Essa é a crise dos mercados emergentes de 2015”, disse o vice-presidente de investimentos de ações globais da Fidelity Worldwide Management.
“Apesar dos mercados emergentes estarem muito melhores do que estavam há alguns anos, pode haver mais dores aguardando eles no futuro”, disse ele. Em Tóquio, Nikkei caiu 0,39% e Xangai teve baixa de 0,37%. Cabe lembrar ainda que, em documento, o BC da China determinou compulsório para todos os derivativos cambiais.
As bolsas europeias oscilam entre leves perdas e ganhos, enquanto os índices futuros norte-americanos, que registraram uma queda expressiva na véspera – quando tiveram baixa de 3% seguindo os dados fracos da China – sobem cerca de 0,5%.
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Em destaque ainda, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a recente volatilidade nos mercados financeiros globais mostra como os riscos podem se espalhar rapidamente de uma economia para outra. “O que tem sido demonstrado nas últimas semanas é quanto a Ásia está no centro da economia global, e quanto problemas em um mercado na Ásia pode de fato se espalhar para o resto do mundo”, disse Lagarde em conferência na capital da Indonésia.
(Com Reuters)