Crescimento dos EUA volta a acelerar já no segundo quarto, estima FT Adivisors

Análise dos dados econômicos mais recentes levam instituição a aumentar previsão para avanço do PIB para 2% no trimestre

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SÃO PAULO – Enquanto muitos se mostram ainda preocupados com a possibilidade de novo fluxo de notícias negativas, o First Trust Advisors tomou uma posição mais otimista em relação às perspectivas de crescimento da economia dos EUA, elevando as previsões de avanço do PIB (Produto Interno Bruto) para uma taxa anualizada de 2% no segundo trimestre, frente à anterior, de 1,5%.

Conforme explanado em relatório da consultoria aos investidores, a decisão de elevar as estimativas foi fundamentada pelos dados econômicos mais recentes, em especial o crescimento trimestral a uma taxa anualizada de 10,2% nas vendas de varejo, o avanço de 19,7% nas exportações e a elevação de 16,8% nas construções de imóveis comerciais.

Outro ponto considerado pelos analistas foram as informações semanais sobre o desemprego, que são consistentes com um crescimento de 2% do PIB já no segundo semestre.

Aceleração continua no segundo semestre

Diante do contexto atual, as estimativas dos analistas apontam para a continuidade da aceleração também na segunda metade do ano.

“Não por causa da restituição de impostos, mas porque a política monetária está flexível, o Fed finalmente parou de cortar [o juro básico], os impostos estão relativamente baixos e o boom da produtividade continua”, explicam os analistas.

Inflação preocupa

Nem todas as perspectivas são positivas para a economia dos EUA. Para o FT Advisors, o risco inflacionário deve piorar nos próximos trimestres, com o deflator do PIB alcançando a inflação já demonstrada pelo CPI (Consumer Price Index).

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Como conseqüência desse cenário de aceleração do crescimento e maior pressão da inflação, os analistas da instituição prevêem aumentos do juro básico norte-americano já na reunião de agosto, terminando 2008 com uma taxa de 3% ao ano e maiores elevações em 2009.

Para a equipe do FT Advisors, se o Fed optar pela manutenção da taxa no encontro de agosto, “isso aumenta as apostas de elevações maiores nas reuniões seguintes”.