Crescimento dos EUA até 2013 não será suficiente, diz Credit Suisse

Para o banco, alta da taxa de desemprego se manterá estável, e dívida pública continuará crescendo

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SÃO PAULO – O crescimento da economia norte-americana até 2013 não será suficiente para conter a dívida pública ou reduzir o desemprego, segundo o Credit Suisse. Em relatório, o banco projeta uma alta de 1,8% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2011, 2,2% em 2012 e 2% no ano seguinte.

Com a forte queda no nível de tomada de crédito das famílias nos Estados Unidos e consequente baixa no consumo, o país não conseguirá acelerar sua recuperação. O documento mostra que o menor dinamismo do mercado de trabalho também preocupa – o desemprego é estimado em taxas próximas a 9,1% até 2013.

Assim, a dívida pública seguirá crescendo em relação ao PIB. O Credit Suisse fixa em 91,2% daqui a dois anos, apesar de o déficit conseguir ser reduzido para patamares de 5,3%. Antes de 2008, as contas públicas giravam em torno de 1,3% no negativo. Apenas em 2018, segundo a instituição, patamares como os do ano em que a crise estourou, de 3,2% no vermelho, serão alcançados.

Mercado de trabalho
O desaquecimento da criação de novos postos de trabalho é compatível, para o banco, com o crescimento da economia menor do que sua capacidade real durante anos. No terceiro trimestre de 2011, por exemplo, esse índice chegou a 131,7 milhões, contra 138 milhões em 2007, quando o desemprego estava em 4,6% da população economicamente ativa.

Essa dificuldade pode vir a ser o maior problema na retomada da produção norte-americana. Isso explica, em partes, por que esse período tem sido tão diferente dos outros pós-crises vividos pelo país. As residências estão gastando menos em serviços por conta do desemprego, e da dificuldade dos habitantes de formarem novas famílias.

Além disso, o mercado imobiliário se encontra em patamares reduzidos, diminuindo os investimentos no setor, e os governos estaduais não conseguem aplicar seu dinheiro após sucessivas altas em seu nível de endividamento. Por fim, os EUA não conseguem se recuperar numa velocidade maior por causa do cenário externo depreciado, que pressiona as exportações.

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Política monetária     
Por fim, o Credit Suisse vê na política monetária mais uma vez a maneira de o país tentar estimular sua economia. A ação poderia vir por meio de uma nova rodada de compra de a18tivos, principalmente aqueles lastreados em hipotecas.

Para o banco, há muitas restrições fiscais para que os gastos governamentais de incentivo voltem a subir. Caso isso realmente acontecesse, o custo político de se recorrer novamente ao Congresso dos EUA, para elevar o limite da dívida, seria enorme.