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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, na manhã desta terça-feira, 31 de maio, o resultado das Contas Nacionais para o primeiro trimestre de 2005.
Foi verificado que nos primeiros três meses do ano o PIB (Produto Interno Bruto) teve uma variação positiva de 2,9% em relação ao mesmo período de 2004. Com isso, o crescimento nos últimos quatro trimestres foi de 4,6% em relação aos quatro trimestre anteriores. No entanto, na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de apenas 0,3%.
Agropecuária apresenta o melhor desempenho
Em relação à oferta, o crescimento apresentado foi impulsionado unicamente pelo setor agropecuário, já que a indústria e o setor de serviços apresentaram variação negativa na comparação trimestral.
A agropecuária foi o setor da economia que apresentou a alta mais expressiva, de 2,6% na comparação com o trimestre anterior. O setor de serviços, por sua vez, recuou 0,2%, enquanto a indústria apresentou retração de 1,0% nesta mesma comparação.
Demanda: exportações impulsionaram o crescimento
Considerando-se a análise dos componentes da demanda, observou-se uma forte redução da formação bruta de capital fixo, ou investimentos, que teve uma retração de 3,0% na comparação trimestral.
Além disso, o consumo das famílias também registrou uma retração, de 0,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Neste mesmo sentido, o consumo do governo registrou variação negativa de 0,1% nesta comparação. Sendo assim, pelo lado da demanda, o crescimento do PIB foi impulsionado principalmente pelas exportações, que cresceram 3,5%, um ritmo mais acelerado que o das importações, que cresceram 2,3%.
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Efeitos dos juros altos já são sentidos
Os dados evidenciam a significativa desaceleração da atividade econômica, principalmente em setores mais sensíveis às elevadas taxas de juros, como investimentos e consumo pessoal.
Destaque para os investimentos, que cresceram à taxa anual de 19,3% no terceiro trimestre de 2004, mas desaceleraram de forma abrupta, com crescimento de 9,3% no quarto trimestre e de apenas 2,3% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.