Crescimento da oferta de moeda na China é o menor desde maio

Medidas do Banco Central chinês para conter o excesso de moeda na economia começam a funcionar, mas não atingem meta

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SÃO PAULO – A oferta de moeda chinesa teve o menor crescimento em sete meses. Um sinal de que as medidas do Banco Central chinês para esfriar a inflação e conter o superaquecimento da economia estão começando a obter resultados.

M2, um dos indicadores mais importantes do setor, demonstrou que a oferta subiu 16,7%, não atingindo as previsões dos analistas, que girava em torno de 18%. Em comparação com novembro (+18,5%), o indicador também apresentou queda.

Pacote do Banco Central

O Banco do Povo da China tem adotado uma série de medidas para apertar a política monetária e esfriar a inflação, que apresentou a maior aceleração em 11 anos.

Apesar da diminuição da oferta de moeda indicar eficiência dos planos, o Banco Central chinês deve continuar tentando conter o excesso de liquidez do mercado, já que o M2 veio acima da meta de 16% no ano passado.

Além disso, o governo tem incentivado os bancos a limitarem os empréstimos. Para isso, foi elevado o montante que as instituições financeiras devem deixar em reserva para um prazo de 20 anos, demonstrando que a política monetária continuará apertada.