Crescimento abaixo do esperado dos EUA não altera aposta em soft-landing

Desempenho aquém das estimativas decorreu de aspectos já conhecidos, limitando impacto sobre o preço dos ativos

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SÃO PAULO – Aquém do esperado. Porém, sem capacidade para alterar a perspectiva de soft-landing para a economia dos EUA. Assim foi interpretado o comportamento do PIB norte-americano no terceiro trimestre de 2006.

O número final do Produto Interno Bruto daquele país mostrou incremento de 2,0% no período, frente aos 2,2% preditos pela segunda prévia do indicador e esperados pelo mercado. Além de ter ficado abaixo das estimativas, a expansão também foi inferior à apresentada no trimestre imediatamente anterior, de 2,6%.

Mais um sinal de desaceleração e, por conseguinte, motivo para gerar apreensão ao mercado, certo? Na verdade, não completamente.

Por causa de velhos conhecidos

O desempenho abaixo do esperado foi resultado, sobretudo, de um enfraquecimento expressivo do mercado imobiliário e de uma redução dos gastos dos consumidores – aspectos já bastante noticiados e, portanto, devidamente apreçados nos ativos.

Ademais, economistas apontam que os 2,0% de crescimento no terceiro trimestre ainda são superiores ao 1,6% apurado pela primeira prévia do PIB para o período – há três divulgações do indicador: a primeira prévia, a segunda e o final.

Desta forma, a tendência de desaceleração já era assumida como premissa para o valuation dos ativos, o que minimiza os impactos de um ritmo de crescimento levemente abaixo do esperado.

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