Cresce a chance de resgate, montadoras voltam às manchetes e disparam

GM tenta reduzir custos e pode tirar de circulação marcas como a Hummer, enquanto Obama indica ajuda e puxa alta também à Ford

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SÃO PAULO – Após argumentarem diante do Congresso norte-americano, durante boa parte da semana passada, o por quê merecem ser socorridas, as grandes montadoras de Detroit saíram do noticiário. O Citi conseguiu a tão aguardada ajuda do governo neste início de semana e ofuscou GM, Ford e Chrysler. Mas a quarta-feira (26) trouxe estas empresas de volta às manchetes.

As ações de Ford e GM figuraram entre os grandes destaques da bolsa de Nova York, com surpreendentes disparadas. Mesmo sem conseguir algum plano de resgate específico do governo, cresce o sentimento de Barack Obama não deixará Detroit ruir.

Além do anúncio de Paul Volcker para o cargo de chefe do comitê destinado ao controle da crise, Obama voltou a manifestar solidariedade com a complicada situação das montadoras. Confirmando mais uma vez a elaboração de um novo pacote de estímulo já para janeiro, o presidente-eleito reforçou os rumores de que as montadoras terão atenção especial.

Paralelamente, seguem os esforços de Detroit para se encaixar nas solicitações do Congresso norte-americano. Destaque para a GM, que segue com uma estratégia de corte de custos em evidência. No final desta quarta-feira, circulou na mídia internacional a notícia de que a maior fabricante de veículos do mundo pode vender, ou até largar, marcas como Pontiac, Saab, Saturn e Hummer, de sua posse. A decisão pode reduzir ainda mais a estrutura de custos da empresa.