Credores de Eike exigem mais garantias, afirma a Bloomberg

Desvalorização das ações faz com que empresário precise de mais garantias em seus empréstimos; dívida líquida de suas 6 empresas em bolsa mais que triplicou no ano passado

Publicidade

SÃO PAULO – A lista de problemas para Eike Batista parece aumentar a cada dia. Enfrentando uma crise de desconfiança do mercado, que levou as ações da OGX Petróleo (OGXP3) à mínima histórica na semana passada, o empresário anunciou na última noite um surpreendente salto no prejuízo da MMX Mineração (MMXM3) e agora começa a enfrentar demandas mais rígidas de seus credores.

Segundo reportagem da Bloomberg, os credores de Eike Batista agora exigem mais garantias em seus empréstimos. Citando duas pessoas que preferiram não se identificar, já que o assunto não é público, o texto diz que as maiores dívidas de Eike estão com o Itaú Unibanco, com R$ 5,5 bilhões. Logo em seguida vem o Bradesco, com R$ 4,8 bilhões, e o BTG Pactual, com R$ 1,6 bilhão, desconsiderando-se uma linha de crédito de R$ 1 bilhão do banco de André Esteves, concedida no início deste mês.

Segundo dados da Bloomberg, a dívida líquida consolidada de suas empresas negociadas em bolsa mais que triplicou no ano passado, ao atingir R$ 15,8 bilhões.

Essa exigência adicional por parte dos bancos acontece porque Eike Batista deu como garantias ações de suas empresas negociadas em bolsa, mas desde então elas se desvalorizaram consideravelmente, como as da OGX Petróleo, que em um período de um ano já caem mais de 85%. Segundo a reportagem, ele está tentando vender alguns ativos para pagar dívida e reduzir as exigências dos credores.