Credix, plataforma de crédito Web 3, anuncia aporte de R$ 60 milhões após chegar ao Brasil

Startup usa stablecoins e tokens para eliminar custos e baratear financiamento para fintechs de crédito

Paulo Barros

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A Credix, startup baseada em blockchain que conecta investidores institucionais globais com fintechs de crédito em mercados emergentes, anunciou nesta terça-feira (6) uma rodada de investimento série A de R$ 60 milhões liderada por fundos como Motive Partners, ParaFi Capital e Valor Capital, além do investidor privado Ricardo Villela Marino, presidente Itaú América Latina.

O novo aporte vem menos de um ano após a chegada da empresa ao Brasil, no final de 2021, quando a Credix levantou uma rodada Seed de R$ 14,2 milhões.

A startup se define como uma empresa da Web 3, pois usa tecnologias como stablecoins e tokens para eliminar custos e baratear financiamento para seus clientes – e, com isso, conseguiria oferecer retornos de 12% a 20% ao ano para os investidores que aportam na outra ponta pela plataforma.

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“A Valor vem investindo no ecossistema de fintech há mais de uma década e entende as ineficiências existentes criadas por sistemas e processos no mercado financeiro. Blockchain e, especialmente, DeFi, têm o potencial de criar uma infraestrutura de mercados financeiros mais escalável, eficiente e barata. Acreditamos que a Credix é a solução mais bem posicionada para capturar essa oportunidade”, disse Michael Nicklas, sócio-gerente do Valor Capital Group.

Atualmente, mais de 25 fundos utilizam a Credix para fornecer dinheiro mais barato a empresas brasileiras. Nos últimos meses, originadores de empréstimos no país receberam US$ 23 milhões em financiamento por meio da plataforma – entre eles A55, Provi, Tecredi, Descontanet, Divibank e Adiante.

Segundo a startup, o Brasil virou um mercado prioritário por ser grande e ter muitas fintechs de crédito que possuem um custo de capital alto. Além disso, como o mercado de dívida é concentrado, haveria espaço para “disrupção”.

“Houve uma entrada significativa de capital em empresas fintech, mas há escassez de financiamento de dívida de longo prazo, e oportunidade de margem porque o ROE (retorno sobre o investimento) dos bancos é de mais de 15%”.

Fundada em novembro de 2021 por Thomas Bohner (CEO), Maxim Piessen (CTO) e o belgo-brasileiro Chaim Finizola (CGO), a Credix pretende usar a nova captação de R$ 60 milhões para aumentar a equipe e, até o final do ano, expandir operações na América Latina e chegar ao México e à Colômbia. O objetivo é passar de US$ 100 milhões em ativos sob gestão.

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Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos