Crédito, reforma do IR e inflação estão na mira do governo pós-carnaval, diz analista

Paulo Gama, da XP, vê ainda a reforma ministerial como ponto importante a se desenrolar depois do dia 5 de março

Augusto Diniz

Conteúdo XP

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A homologação essa semana de um acordo entre o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o governo é considerada por Paulo Gama, analista político da XP, como um pontapé inicial para destravar a agenda do Executivo para esse ano. Ele participou do programa Morning Call da XP, nesta sexta (28).

Segundo Paulo Gama, em meio à queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, discutem-se medidas que possam ser apresentadas para tentar reverter esse quadro.

Relação com a base

A reforma ministerial não teve ainda conclusão e é um ponto aguardado pelos congressistas. “Tenta-se assim entender como se dará a relação da base governista e dos partidos de centro com o Planalto”, avaliou.

Sobre a agenda, a discussão do consignado privado é uma delas. “O governo está tentando encontrar uma maneira de estimular o crédito para trabalhadores formais”, ressaltou.

“Tem uma segunda agenda relevante que é a reforma do imposto de renda, que vai discutir no Congresso isenção para aquelas pessoas que ganham até R$ 5 mil”, acrescentou.

Anúncios em breve

Uma das medidas já foi colocada em prática, que foi o caso da liberação de saldo do FGTS para trabalhadores que optaram no passado pelo saque aniversário, mas acabaram demitidos, menciona Paulo Gama.

“O último ponto são as medidas para combater a inflação dos alimentos. É possível que haja anúncios nessa frente em breve”, afirmou.

O analista explicou que no debate da agenda do governo Lula, o Ministério da Fazenda atua para tentar afastar os efeitos mais “difíceis de lidar”.

“Mas há no entorno do governo pressão grande para tentar tirar outras medidas da cartola”, disse.