Credit Suisse encerra 2008 com perdas de 8,22 bilhões de francos suíços

No quarto trimestre, prejuízo líquido foi de 6,02 bilhões de francos, pior do que o esperado pelos analistas, de 4,2 bilhões

Publicidade

SÃO PAULO – O Credit Suisse, segundo maior banco da Suíça, divulgou os resultados do quarto trimestre de 2008 na manhã desta quarta-feira (11), reportando um prejuízo líquido recorde de 6,02 bilhões de francos suíços (US$ 5,2 bilhões).

Além de ficar aquém do lucro de 540 milhões de francos contabilizado no quarto trimestre de 2007, o resultado também foi bem pior do que as estimativas dos analistas, que esperavam perdas em torno de 4,2 bilhões de francos.

Conforme nota do banco, o prejuízo totalizado no trimestre incluiu perdas com operações descontinuadas de 538 milhões de francos suíços, relativas à venda parcial do segmento de Gestão de Ativos.

Números anuais

No acumulado do ano, o Credit Suisse registrou prejuízo líquido de 8,22 bilhões de francos suíços, performance bem inferior à de 2007, quando o banco havia apresentado lucro líquido de 7,76 bilhões de francos.

Segundo o CEO do Credit Suisse, Brady W. Dougan, apesar do desempenho fraco, o ano passado terminou com algumas notícias positivas, como o declínio de 87% na alavancagem de ativos ilíquidos de produtos estruturados e financeiros, na comparação com o final do terceiro trimestre de 2007.

Um ano melhor

Apesar de ter passado um ano difícil, a direção do banco se mostra confiante para 2009. “Enquanto nossos resultados anuais são claramente decepcionantes, nós entramos em 2009 com uma posição de capital muito forte, um modelo de negócio robusto, uma clara estratégia e negócios bem posicionados”, declarou o CEO do Credit Suisse, em nota.

Continua depois da publicidade

De acordo com Dougan, a diretoria do banco acelerou a implementação do plano estratégico, que levará a uma maior redução do risco e da base de custo, e tomou medidas para fortalecer a cultura de controle.

Dessa forma, a administração acredita que posicionou os negócios para serem menos suscetíveis às tendências negativas do mercado, caso elas continuem, e para se beneficiarem mais quando os mercados se recuperarem. “Nós tivemos um forte começo em 2009 e fomos lucrativos em todas as divisões até agora”, concluiu Dougan.