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SÃO PAULO – Após resultado decepcionante para o terceiro trimestre deste ano, o Credit Suisse anunciou o corte de 1.500 postos de trabalho e a reorganização do seu segmento de seguros.
No terceiro trimestre deste ano, a divisão reportou a sua primeira perda desde 2008, enquanto a instituição registrou um lucro líquido de 683 milhões de francos suíços, muito inferior ao projetado por analistas.
A divisão do banco de investimentos também foi pressionada, revelando uma perda antes de impostos de 190 milhões de francos suíços, em comparação com os ganhos de 395 milhões há um ano.
A companhia possui uma exposição de € 3,7 bilhões aos títulos da dívida soberanos dos países periféricos da Zona do Euro, sendo que a Itália responde por € 3,1 bilhões. Já a exposição às instituições financeiras destes países e às empresas e “outros” somam mais € 5,6 bilhões e 5,5 bilhões à conta, respectivamente.
Ambiente adverso permanecerá
“Em um ambiente com um alto nível de incerteza, baixos níveis de atividade dos clientes entre empresários e extrema volatilidade nos mercados, nossa performance foi abaixo de nossas expectativas”, escrevem Urs Rohner e Brady Dougan, presidente do quadro de diretores e CEO da companhia, respectivamente.
Segundo os executivos, a instituição continuará a ser marcada por baixos níveis de atividade entre os clientes e um ambiente de negócios volátil. “Nós acreditamos que o fraco crescimento econômico e a baixa taxa de juro e a regulação mais intensa que nós estamos vendo deve persistir por um extenso período”, complementa.
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Refletindo tais notícias, os papéis chegaram a marcar uma queda superior a 10% no intraday das negociações em Zurique, enquanto no pré-market norte-americano os ADRs (American Depositary Receipt) registram retração de 9,01%, conforme cotação das 9h44 (horário de Brasília).