Radar de recomendações

Credit revisa ações de utilities, Itaú BBA eleva Bradesco (BBDC4) e Citi eleva Ambev (ABEV3): as recomendações de destaque

O banco suíço também elevou a recomendação para os ativos de AES Brasil e Copasa para equivalente à compra

Por  Equipe InfoMoney -

A semana começou com diversas recomendações de ações, com destaque para o banco suíço revisando o cenário para elétricas e companhias de saneamento. A Copasa (CSMG3) saiu de recomendação neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado) e a recomendação para AES Brasil (AESB3) também foi elevada.

Já o Itaú BBA elevou a recomendação para o Bradesco (BBDC4) em uma revisão para o setor bancário. O Citi, por sua vez, elevou a recomendação para a Ambev (ABEV3). Confira os destaques:

Credit Suisse revisa setor de energia

O Credit Suisse diz que 2022 provavelmente também será um ano turbulento, não apenas porque algumas incertezas vistas em 2021 parecem durar, mas também porque as eleições provavelmente trazem volatilidade adicional à equação.

Assim, nesse cenário de incerteza, o desempenho do setor de utilities (energia e saneamento) pode superar muitos outros, considerando que as empresas estão protegidas contra a pressão da inflação, o marco regulatório fornece retornos regulatórios mínimos, os volumes são tipicamente estáveis ​​e a maioria das empresas tem garantido algum nível de crescimento inorgânico (via leilões/ projetos em construção e atividade de fusões e aquisições).

Para enfrentar o complexo cenário político e macro, empresas com portfólios defensivos (diversificados), boa gestão e exposição ao segmento de rede são escolhas preferenciais, como Alupar (ALUP11), Engie (EGIE3), Energisa (ENGI11). O banco também destaca que a CPFL (CPFE3) possui um balanço sólido e uma avaliação atraente, avaliam os analistas.

“Acreditamos que seja importante destacar que as empresas do setor não apresentam uma alavancagem muito alta e normalmente tem vencimentos de longo prazo”, apontam os analistas.

A equipe de análise acredita em um crescimento base case de 2,1% na base anual e em volumes com um déficit hídrico de 15% e preços de longo prazo de R$ 161 por Megawatt-hora (MWh).

Eles também destacam que os reservatórios estão bem mais preparados e chegaram a 47% em 19 de janeiro de 2022, com o risco de racionamento para este ano ficando mais longe. Já na parte de saneamento, os reservatórios também estão bem preparados e não devem trazer grandes preocupações ao longo do ano, avaliam.

“Quando entramos na questão de tendências de preço, acreditamos que a combinação de temporada de chuvas, demanda mais fraca e novas capacidades para o mercado livre esperadas ate 2024, devem trazer os preços pra baixo novamente. A melhora da tecnologia também deve ter alguma parcela em trazer os preços de longo prazo pra baixo.

Entre as mudanças de recomendação, a Copasa (CSMG3) saiu de recomendação neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado) e a recomendação para AES Brasil (AESB3) também foi elevada, baseado no potencial de valorização vindo de renováveis que estão em construção.

“Continuamos com visão positiva para a Cesp, acreditando que o call de longo prazo melhorou com a adição de renováveis para o portfolio. Omega (MEGA3) também deve trazer com retornos melhores para os acionistas. Neonergia (NEOE3) continua como outperform em função do valuation extremamente descontado, mas a exposicão a PIB incomoda um pouco, além da questão de governança”, apontam.

Já a Sabesp (SBSP3) também continua como outperform em função de valuation, metodologia de revisão tarifaria positiva e perspectivas de privatização. Já a Sanepar continua com recomendação underperform (perspectiva de desempenho abaixo da média) em função da dificuldade de implementar o aumento de tarifa em 2022 e pela hidrologia pior.

Confira abaixo as mudanças de recomendação do Credit Suisse: 

EmpresaCódigoRecomendação anteriorRecomendação atualPreço-alvo anteriorPreço-alvo atualPotencial de valorização*
AES BrasilAESB3NeutroOutperformR$ 17,00R$ 13,0015,9%
Alupar InvestimentosALUP11OutperformOutperformR$ 32,80R$ 30,7024,0%
CespCESP6OutperformOutperformR$ 32,40R$ 27,9023,4%
CopasaCSMG3NeutroOutperformR$ 17,03R$ 16,6036,3%
CPFL EnergiaCPFE3OutperformOutperformR$ 41,30R$ 41,3052,6%
Energias do BrasilENBR3OutperformOutperformR$ 24,80R$ 24,8016,5%
Energisa S/AENGI11OutperformOutperformR$ 58,80R$ 58,8042,6%
Engie BrasilEGIE3OutperformOutperformR$ 47,40R$ 45,6016,4%
NeoenergiaNEOE3OutperformOutperformR$ 24,40R$ 23,3047,8%
Omega EnergiaMEGA3OutperformOutperformR$ 16,00R$ 14,6015,4%
SabespSBSP3OutperformOutperformR$ 60,90R$ 56,6057,2%
SaneparSAPR11UnderperformUnderperformR$ 27,10R$ 20,8010,7%
TaesaTAEE11UnderperformUnderperformR$ 33,70R$ 32,70-13,9%

*em relação ao fechamento de sexta-feira (21)

 

Itaú BBA revisa setor de bancos e eleva Bradesco

Revisando o setor de bancos, o Itaú BBA elevou a recomendação para as ações do Bradesco (BBDC4) de neutro para outperform, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 26,00 para R$ 28,00.

O banco diz que o Bradesco foi descontado por um tempo, mas agora vê uma justificativa para aumentar as estimativas e esperar uma reclassificação. A recuperação do spread de crédito finalmente parece estar em andamento, mais rápida e mais forte do que o previsto anteriormente, para impulsionar o crescimento de 18% da margem financeira líquida (NII, na sigla em inglês) do cliente no ano fiscal de 2022. O Itaú estima que os créditos não performados (NPL, na sigla em inglês) não estão se deteriorando ainda mais.

Com isso, o banco espera que o Bradesco entregue crescimento de 10% do lucro por ação em relação às suas avaliações de 10 anos de baixa.  O bba também vê espaço para novas reclassificações se o clima macro do Brasil melhorar e a ameaça dos bancos digitais perder força.

O Banco do Brasil (BBAS3) também conta com recomendação outperform do BBA. Os analistas esperam que a companhia deva registrar lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no quarto trimestre de 2021.

O Itaú BBA espera que a qualidade do crédito seja um destaque positivo, com créditos não performados (NPLs) praticamente estáveis ​​de 1,9%, o que permite despesas de provisão permaneçam baixas sem prejudicar os índices de cobertura. As margens de crédito provavelmente deve permanecer sob pressão dos custos de captação e ser o ponto baixo do trimestre.

Já as receitas de serviço provavelmente serão estagnadas e as despesas operacionais aumentarão sequencialmente. É provável que a carteira de empréstimos cresça a uma taxa alta de um dígito e a margem líquida com juros (NII) um pouco mais rápido. As despesas de provisão devem aumentar apenas um pouco mais rapidamente do que a carteira de empréstimos.

O Itaú BBA, por sua vez, não espera uma combinação de resultados positivos do Santander, mas melhores margens financeiras líquidas do cliente provavelmente gerarão “vibrações positivas” para o resto do setor. O crescimento da carteira de crédito consolidada deverá aumentar 3%, liderado por pessoas físicas. O destaque positivo será a linha de clientes NII crescendo 4%, com NIMs em expansão.

Além disso, o banco aponta que as despesas operacionais e outras provavelmente irão acelerará neste trimestre. O banco também diz que estimativa de lucro líquido caiu 5%, para R$ 4,1 bilhões, e para um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ainda bom de 21%.

O banco mantém avaliação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) para a unit do Santander, e preço-alvo de R$ 39,00.

Itaú BBA mantém avaliação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para Nubank, com preço-alvo de US$ 8 por ação negociada na Bolsa de Nova York.

O banco projeta uma receita total de R$ 2,6 bilhões (+28%), com receita de serviços em R$ 1,4 bilhão, impulsionada por um número maior de cartões de crédito e as receitas de intercâmbio associadas.

Já a carteira de empréstimos é projetada em R$ 32,0 bilhões, acima dos R$ 28,7 bilhões do trimestre anterior, com destaque para cartões de crédito e empréstimos pessoais. Além disso, o banco espera os créditos não performados (NPLs) comecem a subir, de 3,3% para 3,5%.

Confira as recomendações do Itaú BBA para o setor financeiro. 

EmpresaCódigoRecomendação anteriorRecomendação atualPreço-alvo anteriorPreço-alvo atualPotencial de valorização*
BradescoBBDC4Market performOutperformR$ 26R$ 28,0034,2%
Banco do BrasilBBAS3OutperformOutperformR$ 42R$ 4234,6%
Santander BrasilSANB11Market performMarket performR$ 40R$ 3924,1%
BTG PactualBPAC11OutperformOutperformR$ 32R$ 3250,0%
NubankNUUnderperformUnderperformUS$ 8,00US$ 8,0015,9%
Banco PanBPAN4Market performMarket performR$ 18R$ 1656,9%
Banco InterBIDI11OutperformOutperformR$ 65R$ 65157,0%
ModalmaisMODL11Market performMarket performR$ 20R$ 2065,3%
ABC BrasilABCB4OutperformOutperformR$ 25R$ 2559,9%
BanrisulBRSR6Market performMarket performR$ 15R$ 1544,4%

*em relação ao fechamento de sexta-feira (21)

 

Citi eleva Ambev

O Citi elevou a recomendação para a ação da Ambev (ABEV3) de neutra para compra, destacando a projeção de um crescimento promissor de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) para 2023. O preço-alvo passou de R$ 17 para R$ 18,50, um potencial de alta de 26% frente o último fechamento.

Os analistas também destacaram a percepção de que o segmento de cervejas é um setor defensivo em ano eleitoral e ruídos da covid-19.

Para os analistas do banco, a queda recente das ações da empresa representa um ponto de entrada atraente no papel à luz da recuperação secular no volume de vendas, participação de mercado e mix de canais.

O Bradesco BBI também destacou suas projeções para a Ambev, mantendo recomendação outperform e preço-alvo de R4 21, mas destacando o portfolio da companhia com uma análise de longo prazo.

Para os analistas do banco, a empresa continuará a lançar novas marcas para tentar compensar a fraqueza de marcas específicas, diz BBI

O Bradesco BBI diz que a principal marca de cerveja da Ambev, Skol, viu seu market share no Brasil cair 9 pontos percentuais, para 21% em 2019 em relação a 2011, enquanto a participação de mercado geral da empresa caiu 4 p.p. neste período, levando os investidores a pensar que esta marca poderá não recuperar. Isso aconteceu à medida que os consumidores buscavam cada vez mais novas opções e a concorrente Heineken se expandia no Brasil.

Apesar de ser possível reviver a marca, o banco não acredita que a Ambev tentará recuperar a Skol, mas sim continuará a lançar novas marcas para tentar compensar a fraqueza de marcas específicas. Essa estratégia parece ter dado certo com a nova administração, com a Ambev ganhando 3 p.p. de participação de mercado em 2019-21.

Saiba mais sobre a Ambev assistindo ao Radar InfoMoney desta segunda-feira: 

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