Publicidade
SÃO PAULO – Apesar de o financiamento imobiliário crescer cada vez mais, os imóveis usados mais baratos, de até R$ 100 mil, continuam sendo os mais comprados no estado de São Paulo, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
Para se ter uma idéia, no último mês do ano passado, estas casas e apartamentos representaram 51,16% das vendas na capital paulista, 66,58% no interior, 74,13% no litoral e 62,34% nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Osasco.
Por valor
Na capital, os imóveis com preço entre R$ 81 mil e R$ 100 mil somaram 16,28% do total comercializado em dezembro de 2007. Já no interior, as propriedades entre R$ 61 mil e R$ 80 mil representaram 20,16%. Confira na tabela a seguir.
Continua depois da publicidade
| Valor do imóvel | Capital | ABCD | Interior | Litoral |
| até R$ 40 mil | 5,23% | 7,14% | 7,16% | 13,93% |
| de R$ 41 mil a R$ 60 mil | 13,95% | 12,99% | 19,89% | 22,89% |
| de R$ 61 mil a R$ 80 mil | 15,70% | 18,18% | 20,16% | 19,90% |
| de R$ 81 mil a R$ 100 mil | 16,28% | 24,03% | 19,36% | 17,41% |
| de R$ 101 mil a R$ 120 mil | 9,30% | 9,74% | 8,22% | 6,47% |
| acima de R$ 121 mil | 39,54% | 27,92% | 25,2% | 19,40% |
Fonte: Creci-SP
Falta financiamento mais acessível
Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, faltam financiamentos mais acessíveis aos compradores que mais precisam deles, ou seja, aqueles que se enquadram na faixa dos que podem comprar imóveis de, no máximo, R$ 100 mil.
“O governo federal, pelo poder normativo que tem sobre o SFH (Sistema Financeiro da Habitação), deve aprofundar os ajustes que têm feito no sistema de crédito imobiliário, sem nunca, jamais, discriminar ou menosprezar a importância do crédito para os imóveis usados”, argumenta.
Segundo Viana Neto, é necessário ampliar o corte de juros – hoje variando entre 8% e 13% – e estender ainda mais o prazo de pagamento de amortização do empréstimo para baratear as prestações.
“Outras medidas passíveis de implementação são a redução dos custos de registro e impostos sobre a venda para imóveis de menor valor, a aplicação de um bônus consistente na redução de juros para os bons pagadores e a criação de um Fundo Garantidor das prestações para compradores de classe média baixa”.