Creci-SP: imóveis de até R$ 100 mil ainda são os mais comprados

No último mês do ano passado, eles representaram 51,16% das vendas na capital, 66,58% no interior e 74,13% no litoral

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – Apesar de o financiamento imobiliário crescer cada vez mais, os imóveis usados mais baratos, de até R$ 100 mil, continuam sendo os mais comprados no estado de São Paulo, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

Para se ter uma idéia, no último mês do ano passado, estas casas e apartamentos representaram 51,16% das vendas na capital paulista, 66,58% no interior, 74,13% no litoral e 62,34% nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Osasco.

Por valor

Na capital, os imóveis com preço entre R$ 81 mil e R$ 100 mil somaram 16,28% do total comercializado em dezembro de 2007. Já no interior, as propriedades entre R$ 61 mil e R$ 80 mil representaram 20,16%. Confira na tabela a seguir.

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Valor do imóvel Capital ABCD Interior Litoral
até R$ 40 mil 5,23% 7,14% 7,16% 13,93%
de R$ 41 mil a R$ 60 mil 13,95% 12,99% 19,89% 22,89%
de R$ 61 mil a R$ 80 mil 15,70% 18,18% 20,16% 19,90%
de R$ 81 mil a R$ 100 mil 16,28% 24,03% 19,36% 17,41%
de R$ 101 mil a R$ 120 mil 9,30% 9,74% 8,22% 6,47%
acima de R$ 121 mil 39,54% 27,92% 25,2% 19,40%

Fonte: Creci-SP

Falta financiamento mais acessível

Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, faltam financiamentos mais acessíveis aos compradores que mais precisam deles, ou seja, aqueles que se enquadram na faixa dos que podem comprar imóveis de, no máximo, R$ 100 mil.

“O governo federal, pelo poder normativo que tem sobre o SFH (Sistema Financeiro da Habitação), deve aprofundar os ajustes que têm feito no sistema de crédito imobiliário, sem nunca, jamais, discriminar ou menosprezar a importância do crédito para os imóveis usados”, argumenta.

Segundo Viana Neto, é necessário ampliar o corte de juros – hoje variando entre 8% e 13% – e estender ainda mais o prazo de pagamento de amortização do empréstimo para baratear as prestações.

“Outras medidas passíveis de implementação são a redução dos custos de registro e impostos sobre a venda para imóveis de menor valor, a aplicação de um bônus consistente na redução de juros para os bons pagadores e a criação de um Fundo Garantidor das prestações para compradores de classe média baixa”.