Economia

Coutinho defende avanço do banco dos Brics frente à desaceleração de economias

''A Cúpula dos Brics é importante, no momento em que há certa desaceleração das economias dos Brics e quando a necessidade de políticas de apoio ao crescimento outra vez se torna relevante'', comentou Coutinho

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que é preciso avançar com a implementação do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos Brics, em meio à desaceleração nas economias desses países. As declarações foram dadas em entrevista à emissora NBR, durante a participação de Coutinho na Cúpula dos Brics, em Ufá (Rússia).

 

“A Cúpula dos Brics é importante, no momento em que há certa desaceleração das economias dos Brics e quando a necessidade de políticas de apoio ao crescimento outra vez se torna relevante”, comentou Coutinho. Segundo ele, há certa necessidade de acelerar a implementação do Banco dos Brics para que a instituição seja uma força adicional de suporte ao crescimento. O presidente do BNDES afirmou que a expectativa é que o novo banco de desenvolvimento do grupo esteja totalmente operacional em 2016.

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Segundo Coutinho, nesse primeiro momento os países do Brics estão trocando experiências, inclusive sobre as melhores práticas de governança, avaliação de risco de crédito e treinamento de pessoal técnico. Além disso, os membros discutem a indicação de profissionais de alta qualidade para compor os quadros da nova instituição.

 

Este evento na Rússia já é o sexto encontro para a criação do Banco dos Brics e os membros estão preparando um memorando de entendimento para a cooperação entre a nova instituição e os bancos de fomentos nacionais de cada país. “Esperamos que em um estágio subsequente possamos discutir as substâncias das políticas e a preparação de projetos”, comentou Coutinho.

 

O presidente do BNDES revelou que os membros também discutiram sobre a constituição de um grupo de trabalho permanente para trocas de experiências sobre o apoio à inovação e a setores de alta tecnologia. A ideia é aproveitar as experiências bem-sucedidas de cada um, promover acordos entre empresas ou entre instituições de pesquisa e desenvolvimento, e aumentar a sinergia entre as economias.

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O representante brasileiro deixou claro que a ideia é que o Banco dos Brics seja complementar a outras instituições multilaterais já existentes, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), e não que a nova instituição venha a substituí-las. A diferença é que a cooperação bilateral será maior e a governança será mais próxima dos Brics, mas também haverá financiamento de projetos em outros países em desenvolvimento.