Cotado a R$ 1,8222, dólar renova máxima de 9 de janeiro e tem 4ª alta seguida

Declarações de Mantega sobre mais intervenções no câmbio e dados negativos da China e Europa impulsionaram a moeda

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SÃO PAULO – O dólar comercial chegou à sua quarta sessão seguida de alta nesta quinta-feira (22), fechando com ligeira valorização de 0,09%, cotado a R$ 1,8222 na venda – máxima desde 9 de janeiro deste ano, quando fechou a R$ 1,8347. A divisa norte-americana registrou instabilidade durante todo o intraday, chegando a passar para o campo negativo nos últimos minutos de negociação, mas conseguiu reverter para o azul no final do dia.

No front doméstico, os investidores repercutiram as afirmações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de reunião com a presidente Dilma Rousseff, ministros e grandes empresários do país. Mantega disse que o governo dará continuidade às políticas de intervenção no câmbio e que tomará medidas para reduzir os custos financeiros, além de manter a política de redução de juros.

Piora do PMI de China e Zona do Euro
Já no âmbito internacional, o mercado ficou atento a dados econômicos da China e da Europa. O resultado prévio do PMI (Purchasing Managers Index) Composto da Zona do Euro, marcou queda para 48,7 pontos em março, frente aos 49,3 em fevereiro, decepcionando as expectativas de uma recuperação, ou pelo menos manutenção, do desempenho econômico do bloco.

Na mesma esteira de indicadores, o PMI da China recuou em março ao seu menor nível em quatro meses, segundo dados preliminares do HSBC. Aos 48,1 pontos, o valor é inferior aos 49,6 registrados no mês anterior.

Indicadores
A agenda brasileira trouxe dois dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mostrou variação de 0,25% nos preços em março, e o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial), que ficou em 1,44%.

Ainda por aqui, o Banco Central publicou a Nota de Mercado Aberto de fevereiro, mostrando que a dívida pública federal interna avançou R$ 35,8 bilhões no período.

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Nos Estados Unidos, o Initial Claims trouxe 348 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 355 mil solicitações. O Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como os pedidos de auxílio-desemprego, apontou avanço 0,7% em fevereiro. Por fim, o FHFA – House Price Index, que mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas, apontou estabilidade durante o mês de janeiro.

Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8207 na compra e R$ 1,8222 na venda, leve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 5,94% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,48%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril  segue cotado a R$ 1,824, leve alta em relação ao fechamento de R$ 1,822 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, cotado a R$ 1,838, avança frente à cotação de R$ 1,835 do fechamento da véspera.

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,825 na venda, leve queda de 0,09% frente ao fechamento anterior, de R$ 1,826.

Dólar pronto e FRA de cupom cambial
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8220000.

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,51 para maio de 2012.