Cotado a R$ 1,708, dólar abre em leve queda, mesmo com fluxo baixo

Para especialista, queda sugere que bancos contam novas entradas e seguem em dúvida sobre liquidez nos derivativos

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia os trabalhos desta sexta-feira (24) apontando leve queda de 0,12%, cotado d R$1,708, mesmo com um ambiente de fluxo não muito abundante.

“A apreciação do real pode sugerir que os bancos contam com a perspectiva das entradas anunciadas e a incerteza de que conseguirão liquidez nos derivativos, que precisará ser gerada pelo Banco Central do Brasil”, explica Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio.

Segundo ele, com pouco espaço para a especulação, grande geradora de liquidez, é preciso que o BC faça a contraponta, comprando moeda a termo e não necessariamente à vista, por meio de leilões. “Para que a derrocada do dólar não ocorra pela postura defensiva operacional dos bancos”, completa Nehme.

O especialista suspeita que o Governo não tenha interesse em fluxos de recursos intensos, que o obrigaria a intervir no mercado de câmbio, por isso, observa a “qualidade” dos recursos que estão ingressando no país.

“Há quem suspeite que os recursos venham ‘camuflados’ de investimentos diretos, mas esta é uma hipótese de fácil colocação teórica, mas não tão fácil na prática, visto que o desmonte, se esta for à intenção, deixaria evidências muito fortes nas empresas. Antecipação de investimentos diretos futuros? Seria apostar “seco” que o Brasil não sofrerá reflexos da crise internacional, e esta seria uma aposta muito arriscada”, reflete Nheme

Captação do Bradesco favorecerá queda
Vale lembrar que, na véspera, o Bradesco (BBDC3) anunciou uma captação no mercado externo, segundo a Reuters. A instituição venderia títulos com vencimento em 10 anos no valor de US$ 500 milhões. A movimentação, segundo especialistas, contribuiria para o movimento de depreciação do dólar, e poderia levar o BC a novas atuações por meio de leilões da moeda.

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Noticiário externo
Tanto a Alemanha e quanto Reino Unido revelaram nesta sexta-feira as revisões de dados do PIB (Produto Interno Bruto), ambos dentro das expectativas do mercado.

A economia alemã registou uma queda de 0,2% no quarto trimestre de 2011, revelou a Destatis (Instituto federal de Estatística). Por sua vez, no conjunto do ano de 2011, o PIB germânico apontou um aumento 3%. Na mesma linha, e nos últimos três meses do ano, o PIB do Reino Unido caiu 0,2%, informou o Instituto Nacional de Estatísticas, em Londres. No ano, a expansão na economia foi de 0,8%.

Ainda no Velho Continente, a Grécia fará nesta data a oferta formal para a troca de sua dívida soberana e os mercados seguem otimistas quanto à liberação da nova ajuda.

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Indicadores
Na agenda doméstica desta sexta-feira o Serasa Experian apresentou o PIB (Produto Interno Bruto) de 2011, que encerrou o ano que alta de apenas 2,6%.

Nos Estados Unidos será revelado o Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana. Também por lá, será reportado o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país.