Publicidade
SÃO PAULO – A cotação do petróleo segue em alta nesta segunda-feira (21), com os investidores acompanhando os últimos desenvolvimentos da situação na Líbia após a intervenção de forças internacionais no conflito entre a oposição e as tropas do governo.
Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent é cotado a US$ 115,92, alta de 1,75%. Ao mesmo tempo, em Nova York, o barril do tipo WTI é negociado a US$ 102,97, variação de 1,88% na cotação.
Ataques na Líbia
Na última quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou uma resolução permitindo que forças internacionais atuassem na Líbia com o objetivo de proteger a população civil em meio a ameaça representada pelo avanço das forças de segurança do governo líbio contra os opositores.
Desta forma, no último final de semana, navios e aviões de diversos países atacaram forças do governo líbio, que prometeu retaliar. Ademais, o deslocamento de mais unidades militares internacionais para bases localizadas mais próximas da Líbia segue acontecendo, embora já tenha sido descartada a possibilidade de uma intervenção por via terrestre.
Entretanto, a intervenção internacional não elimina a incerteza sobre o desfecho para a crise na Líbia. Levando em consideração também os possíveis danos na infra-estrutura do país, a expectativa é de que a produção de petróleo por lá continue irregular por algum tempo.
Manifestações na região
Embora seja a mais aguda, a situação na Líbia não é a única que chama a atenção. As manifestações populares na região do norte da África e Oriente Médio seguem espalhando-se. Diversos outros países registraram nos últimos dias atos contra os respectivos governos e reivindicando reformas no âmbito político.
Continua depois da publicidade
Relatos dão conta de que as últimas manifestações na Síria e no Iêmen resultaram em mortes. No Bahrein, país que tem forte produção de petróleo, o estado de emergência declarado pelo governo na semana passada continua.
Já na Arábia Saudita, maior produtor mundial da commodity energética, o governo reagiu às manifestações populares anunciando diversos benefícios para a população. Um dos grandes temores do mercado quanto a crise política naquela região é a possibilidade de que a produção saudita de petróleo seja afetada.