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SÃO PAULO – O dólar deverá terminar 2012 e 2013 na casa dos R$ 1,75, projeta o Credit Suisse. Isso deverá ser uma leve queda em relação ao que o banco suíço projeta para a moeda norte-americana frente ao real em 2011, de R$ 1,80.
“Nosso modelo de determinação da taxa de câmbio de curto prazo sugere que a hipótese de relativa estabilidade parece razoável”, destaca a equipe do banco, composta pelos analistas Nilson Teixeira, Iana Ferrão, Leonardo Fonseca, Daniel Lavarda e Tales Rebelo.
De acordo com os profissionais, são cinco os principais drivers para a taxa câmbial no curto prazo: o câmbio dos principais parceiros comerciais do Brasil, a aversão ao risco, o risco-País, o índice do preço de commodities e o diferencial entre a taxa de juros nacional e a internacional. A equipe ressalta que os três primeiros pressionam por queda da moeda norte-americana, enquanto os dois últimos por uma alta.
Os preços das commodities, a aversão ao risco e o risco-País, contudo, deverão permanecer estáveis, tendo menor impacto. Haverá, contudo, uma ligeira redução do diferencial da taxa de juros nacional e externa, o que reduz a atratividade da renda-fixa nacional e traz menos dólares para o País, contribuindo para uma alta do dólar frente ao real. Contudo, eles lembram que se a crise se agravar, a aversão ao risco pode disparar e veremos uma apreciação do dólar frente ao real.