Cotação baixa do iene é um dos principais temas em reunião do G7

Nesta segunda-feira, moeda japonesa bateu novo recorde de desvalorização: 159 ienes para cada euro

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SÃO PAULO – A desvalorização do iene está sendo amplamente discutida em Essen, na Alemanha, cidade onde acontece o primeiro encontro de ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais dos países integrantes do G7 – sete nações mais industrializadas do mundo.

A taxa básica de juro no Japão de 0,25 ao ano está colaborando para que ocorra uma forte depreciação do iene frente ao dólar e ao euro. Países da zona do euro argumentam que essa desvalorização está fazendo com que os produtos europeus percam competitividade se comparados aos japoneses.

Iene desvalorizado

Desde janeiro do ano passado, a moeda japonesa registrou uma desvalorização de 11% com relação ao euro e de 4% frente ao dólar. Segundo o banco australiano Westpac, a expectativa é a de que a cotação da moeda japonesa chegue a 160 ienes para cada euro nos próximos dias.

Os europeus estão sem apoio dentro do G7. Do grupo, que é constituído por França, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Canadá, apenas os três primeiros questionam a respeito da cotação da moeda japonesa. Para os Estados Unidos e o Canadá, o valor do iene está dentro dos padrões da realidade do mercado. Já o Reino Unido ainda não se pronunciou sobre a questão.

Iuan: o problema norte-americano

Se o iene parece ser a maior dificuldade cambial dos europeus no momento, o iuan, a moeda chinesa, é o principal entrave aos norte-americanos. O tema, que já foi discutido em outras reuniões do G7, ainda preocupa os Estados Unidos.

Por causa da baixa cotação da moeda chinesa, os Estados Unidos têm um grande déficit comercial, segundo sua argumentação. No ano passado, o governo da China permitiu uma valorização de 1,93% do iuan em relação ao dólar, o que fez cada dólar valer 8,11 iuans. Atualmente, essa relação é de um dólar para 7,81 iuans.