Cosan e Shell abandonam negociações sobre capitalização da Raízen, diz fonte

A Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de ⁠capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores

Reuters

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An ethanol processing facility, operated by Raizen SA, in Brazil. Photographer: Victor Moriyama/Bloomberg
An ethanol processing facility, operated by Raizen SA, in Brazil. Photographer: Victor Moriyama/Bloomberg

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LONDRES, 3 Mar (Reuters) – As negociações sobre ⁠o processo de capitalização da produtora ⁠de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) fracassaram depois que os coproprietários ‌Cosan e Shell não chegaram a um acordo, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

Na terça-feira, o presidente-executivo da Shell no ‌Brasil disse que a empresa estava comprometida em investir R$3,5 bilhões na maior produtora mundial de açúcar e que também esperava que outro acionista pudesse contribuir com mais R$3,5 bilhões.

Com as negociações sobre o aumento de capital agora ⁠concluídas, ‌a Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de ⁠capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores, disse a fonte.

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Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a colocar R$3,5 bilhões, a Cosan R$1 bilhão e o bilionário brasileiro e ​presidente da Raízen, Rubens Ometto, R$500 milhões, disse a fonte.

A Shell e a Cosan, um conglomerado industrial ​criado por Ometto, detêm cada uma 44% da Raízen.

A Raízen e a Cosan não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

A Raízen registrou uma série de prejuízos e um aumento acentuado da dívida líquida nos últimos ‌trimestres, como resultado de investimentos caros ​e condições climáticas adversas que afetaram negativamente as safras, levando-a a alertar, em fevereiro, sobre uma “incerteza significativa” quanto à sua capacidade de continuar ⁠operando.

O Valor Econômico ​e a Bloomberg ​News noticiaram anteriormente o desenvolvimento das negociações.

A Cosan disse que não poderia igualar ⁠o apoio financeiro que a ​Shell concordou em oferecer à Raízen, enquanto algumas das outras propostas da Cosan foram rejeitadas pela Shell, informou a Bloomberg, citando ​uma fonte.

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Fundos administrados pelo Banco BTG Pactual , também envolvidos nas negociações, discordaram de vários termos propostos ​pela Shell e ⁠decidiram não injetar dinheiro na Raízen, segundo a reportagem.

A dívida líquida da Raízen ⁠subiu para R$55,3 bilhões no final de dezembro devido a uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos.

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