Cosan diz que foram assinados acordos sobre terras no MT com SLC Agrícola e outros

O bloco total compreende um conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, com uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Cosan (Foto: Reprodução/RI Cosan)
Cosan (Foto: Reprodução/RI Cosan)

Publicidade

A Cosan comunicou nesta quinta-feira que foram assinados acordos envolvendo terras do Grupo Radar no Mato Grosso com os arrendatários SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan. Os papéis da SLC sobem 2,95%, a R$ 13,60. Já a CSAN3 sobe 1,60%, a R$ 3,81, às 11h42 (horário de Brasília).

Após os exercícios concorrentes do direito de preferência pelos arrendatários, a companhia disse que foram assinados acordos para a segregação consensual dos imóveis, bem como novos compromissos de compra e venda, respeitadas as mesmas condições comerciais já pactuadas anteriormente, com valor total de R$1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$586 milhões referentes à participação indireta da Cosan, uma das acionistas do Grupo Radar.

O bloco total compreende um conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, com uma área agricultável de culturas de 28 mil hectares.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A conclusão da operação segue condicionada a condições precedentes usuais para esse tipo de operação e deverá ocorrer até 30 de outubro de 2026, de acordo com o fato relevante da Cosan.

No fim da quarta-feira, a SLC Agrícola divulgou que, pelos termos do acordo com outros arrendatários, adquirirá agora 8,9 mil hectares agricultáveis por R$669,04 milhões, sendo uma primeira parcela de R$255,15 milhões a ser paga na assinatura do acordo, enquanto o saldo remanescente será pago até 30 de outubro de 2026. 

O valor total da transação contempla a infraestrutura instalada na propriedade negociada, compreendendo silos, unidade de beneficiamento de algodão (algodoeira) e outras benfeitorias operacionais, afirmou a SLC, acrescentando que o valor total da terra nua útil/agricultável é de R$639,3 milhões, aproximadamente o valor de R$ 72 mil por ha agricultável.

Na bolsa paulista, por volta de 11h20, as ações da SLC avançavam 2,65%, enquanto os papéis da Cosan tinham elevação de 1,6%. 

Analistas do Citi destacaram que a mudança no acordo envolvendo a SLC representa uma redução relevante no escopo da operação e no volume de capital empregado, embora com um custo mais elevado por hectare.

“Na nossa avaliação, a notícia é positiva (para a SLC) sob a ótica do risco financeiro”, afirmaram Gabriel Barra e Pedro Gama em relatório a clientes.

Continua depois da publicidade

“As preocupações anteriores com uma pressão mais intensa sobre o fluxo de caixa e com o aumento da alavancagem da empresa — que inicialmente projetávamos atingir cerca de 2,7 vezes ao final de 2026 — agora são parcialmente mitigadas. Com a redução da aquisição, estimamos que a alavancagem possa chegar a aproximadamente 2,3 vezes (excluindo operações de leasing).”

Anteriormente, a SLC anunciou que exerceria o direito de preferência para a aquisição da totalidade dos imóveis rurais que compõem o portfólio denominado “Bloco Mato Grosso”, do Grupo Radar.

Tópicos relacionados