Cortes de orçamento elevam desemprego na Espanha para 25%

Dos países da União Europeia, apenas a Grécia, que vive uma recessão ainda mais brutal tem uma taxa maior

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MADRI – A taxa de desemprego da Espanha atingiu sua máxima recorde no terceiro trimestre, com uma em cada quatro pessoas sem trabalho e a expectativa de mais demissões em 2013, conforme entra em vigor a próxima etapa de cortes do governo central.

Em 25 por cento exatos, o número oficial divulgado nesta sexta-feira (26) foi o mais alto desde que a ditadura de Francisco Franco acabou, em meados da década de 1970, dando novo ímpeto aos pedidos de sindicatos trabalhistas de uma greve geral no próximo mês.

Essa iniciativa faz parte de uma campanha de protesto contra ondas sucessivas de cortes de gastos e elevações tributárias que, argumentam os críticos, só serviu pra deixar mais pessoas sem trabalho.

“O crescimento mais fraco que o esperado, aliado à austeridade, pode facilmente fazer o desemprego atingir 26 por cento no próximo ano”, disse o economista do Nomura Silvio Peruzzo.

A taxa atingiu 24,6 por cento no segundo trimestre, e analistas esperavam que os dados do INE (Instituto Nacional de Estatísticas) desta sexta-feira mostrassem alta para 25,1 por cento.

O número de pessoas sem trabalho ficou em 5,8 milhões.

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Dos países da União Europeia, apenas a Grécia, que vive uma recessão ainda mais brutal do que a Espanha, tem uma taxa maior.

Os dados desta sexta-feira colocam mais pressão sobre o governo, enquanto se debate uma eventual busca por ajuda internacional, com o país batalhando para reduzir o déficit público em linha com as exigências da UE em meio a uma recessão que não mostra sinais de arrefecer.

As estimativas do governo mostram a economia contraindo 0,5 por cento no ano que vem, mas economistas em uma pesquisa da Reuters nesta semana disseram esperar uma queda três vezes mais forte.

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