Cortes da S&P não desanimam mercado e risco-País cai um ponto

Mercado digeriu rebaixamento de rating pela Standard & Poor's de nove países da Zona do Euro e do EFSF

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País caiu um ponto-base, atingindo 236 pontos nesta segunda-feira (16), apesar do cenário negativo na Zona do Euro. Os investidores não se deixaram abalar pelos anúncios da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que cortou o rating de 9 países da Europa e do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira).

Os rebaixamentos da agência de rating já eram aguardados, não impactando tanto no mercado nesta data, que já precificava esses cortes para os países da região. Sendo assim, nesta manhã, o governo francês realizou o seu primeiro teste no mercado de dívida pública desde que teve o seu rating cortado, vendendo a juros menores do que em relação aos níveis vistos na última semana. Por sua vez, a agência Moody’s reiterou a nota de crédito máxima para a França. 

Ademais, o mercado também viu com bons olhos a interferência do BCE (Banco Central Europeu) no mercado de dívida, comprando títulos públicos dos governos da Itália e da Espanha, em um esforço para conter a alta dos rendimentos. Por fim, notícias de que a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy deverão se reunir com o governo grego e seus credores para definir uma reestruturação da dívida do país também chamaram a atenção.

Agenda
Sem indicadores econômicos nos Estados Unidos diante de um feriado nacional, a agenda econômica doméstica ganhou destaque nesta segunda-feira. O Banco Central divulgou o Relatório Focus, que reduziu quase todas as projeções semanais e trouxe as primeiras expectativas para 2013. O BC reportou ainda os dados do IBC-Br, que apontou queda mensal de 0,16% em novembro. 

Enquanto isso, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de janeiro, que registrou variação de 0,97%. Por fim, o Ministério de Comércio Exterior reportou a balança comercial da segunda semana do ano, registrando déficit de US$ 589 milhões.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,06% na noite desta segunda-feira, cotado a 131,92 centavos de dólar. 

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 236 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.