Corte da Selic, cautela do Fed e entrada em vigor do acordo EUA-Irã agitam o mercado

InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta quinta-feira (18)

Erick Souza Felipe Moreira

(Foto: Divulgação/Casa Branca/Fortune)
(Foto: Divulgação/Casa Branca/Fortune)

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Em ressaca da Super Quarta, a sessão desta quinta-feira (18) traz poucos indicadores. Nos Estados Unidos, hoje será divulgado o novo número de pedidos de auxílio-desemprego e dados de exportação de grãos. A agenda doméstica está esvaziada.

Ainda hoje, os mercados devem passar o dia digerindo as decisões tomadas ontem, pelo Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos.

Enquanto o Fed optou por manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, em linha com o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14,25% ao ano.

Ainda no campo da política monetária, a expectativa do mercado é de que o Banco da Inglaterra mantenha a taxa básica de juros em 3,75% na reunião desta quinta. Na Suíça, a projeção também é de estabilidade, com o Banco Nacional Suíço devendo preservar os juros em 0%.

No campo geopolítico, o presidente Donald Trump assinou um acordo interino para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, acelerando o cronograma para que o entendimento entre em vigor, apesar da reação de republicanos, que disseram que a medida equivale a uma vitória para Teerã. O chamado memorando de entendimento já está em vigor, disse uma autoridade dos EUA. Ainda não estava claro se o Estreito de Ormuz já havia sido reaberto.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, perdendo fôlego após projeções de autoridades do banco central norte-americano apontarem uma alta na taxa de juros da maior economia do mundo ainda neste ano.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,7%, a 168.453,93 pontos, renovando mínima de fechamento desde janeiro. 

O que vai mexer com o mercado nesta quinta

Agenda

Estados Unidos

09:30 — Auxílio-desemprego
Período: Semanal       
Previsão: 225 mil

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09:30 — Exportação de grãos (USDA)
Período: Semanal

Reino Unido

08:00 —  Política monetária   
Previsão: 3,75%

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INTERNACIONAL

Acordo assinado

Trump assinou um acordo interino para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, acelerando o cronograma para que o entendimento entre em vigor, apesar da reação de republicanos, que disseram que a medida equivale a uma vitória para Teerã.

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã assinaram eletronicamente um acordo interino de paz na noite desta quarta-feira (17), segundo uma autoridade americana e a mídia estatal iraniana.

Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que pode restabelecer as sanções contra a Rússia. “Eu queria garantir que o preço do petróleo permanecesse o mais baixo possível… Talvez eu as restabeleça”, disse Trump.

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O Tesouro dos EUA não chegou a publicar uma prorrogação da isenção das sanções sobre o petróleo russo transportado por via marítima, cuja validade expirou à meia-noite da terça-feira.

Trump x Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas nesta quarta-feira, durante encontro do G7 na França, que o Brasil se tornou um país um pouco agressivo e “politicamente perigoso”.

BRASIL

Lula rebate Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter suas preferências eleitorais e ideológicas, mas deve respeitar a soberania das nações e não deve se meter nas eleições do Brasil.

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“Eu acho que ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”, disse Lula.

+ sobre Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente Donald Trump durante uma conversa com o líder da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, na cúpula do G7, em Évian-les-Bains. O áudio do diálogo, que ocorreu após o encontro desta quarta, 17, foi captado pela agência de notícias AP.

“O Brasil não tem divergência com nenhum país. Eu não gosto de brigas.”

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)