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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (12) o relatório Focus, com as estimativas para os principais indicadores econômicos brasileiros. Nesta edição, as expectativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2011 mantiveram-se em 6,50%, enquanto para 2012 houve um ligeiro recuo para 5,42%. Por sua vez, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano foi reduzida para 3,09% e para uma alta de 3,40% em 2012.
O economista da Concórdia Corretora, Flávio Combat, avalia que a decisão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em alterar a ponderação do IPCA a partir de 2012 levou a uma revisão das projeções de inflação para o próximo ano. Com isso, a corretora reduziu a projeção de IPCA para 2012 em 0,3 ponto percentual, para 5,2%. “As projeções de mercado devem incorporar gradativamente o efeito da mudança de ponderação, assim como o impacto da acomodação da atividade sobre a trajetória dos preços”, avaliou Combat.
PIB de 2011 reduzido para 2,97%
Em relação aos números do PIB (Produto Interno Bruto), a projeção do Focus para 2011 foi reduzida de 3,09% para 2,97%. Para 2012, houve um crescimento das estimativas, para 3,40%. Para a Concórdia, novos estímulos à demanda doméstica podem ser empregados caso se intensifiquem os efeitos da crise internacional sobre o Brasil.
Selic em 9,50% em 2012
Nas projeções do Focus, a Selic deve terminar 2012 em 9,5%. Para os consultores da LCA, a estimativa de redução está explícita na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada na semana anterior, quando a autoridade monetária optou em manter o ritmo de corte da taxa básica de juro.
“No geral, a ata do Copom não alterou nossa expectativa de que a taxa Selic continuará a ser reduzida a passos de 50 pontos-base por reunião do Copom, tampouco influenciou nossa projeção de que ela será reduzida a 9,5% até abril de 2012”, afirmou a LCA.
Para 2012, a Concórdia também projeta três cortes consecutivos da Selic, de 50 pontos-base cada, nas três primeiras reuniões do ano (janeiro, março e abril). “Esse cenário toma por base a hipótese de uma recessão circunscrita à Europa, sem contágio da economia norte-americana e das duas maiores economias da Zona do Euro (Alemanha e França)”, diz Combat.