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SÃO PAULO – Deixando em segundo plano a volatilidade que ainda ronda os mercados globais, o dólar mantém firme sua trajetória de queda frente ao real. Já são quatro sessões consecutivas de desvalorização, encerrando a terça-feira (30) com queda acumulada no ano de 17,9%.
Enquanto o câmbio renova seus patamares mínimos desde 2000, o mercado constantemente se questiona até onde irá a depreciação da divisa norte-americana.
Por mais que seja difícil traçar tal projeção, a percepção geral é que, caso o Fed atenda as apostas do mercado e reduza a Fed Funds Rate, a trajetória de queda da moeda pode ganhar fôlego adicional.
Maior spread
A AGK Corretora de Câmbio explica que o diferencial do juro interno e externo, reforçado pela expectativa de cortes nos EUA e manutenção aqui, sustenta as perspectivas de continuidade dos ingressos e, portanto, de apreciação para a moeda brasileira.
O banco Cruzeiro do Sul compartilha desta percepção. “Se o Fed reduzir novamente sua taxa de juro, como se espera, novas pressões baixistas sobre o dólar serão inevitáveis”, diz a instituição em relatório.
Para o Cruzeiro do Sul, se for intenção do Banco Central evitar novas valorizações do real, poderá tornar-se necessária maior agressividade nas compras de divisas e na própria política de taxa de juro.
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Segue o otimismo
Paralelo a este cenário, segue o otimismo com as perspectivas macroeconômicas e com o mercado acionário brasileiro, estimulando o fluxo de capitais que derruba a moeda dos EUA
Adicionalmente, para o médio prazo o Cruzeiro do Sul enxerga que o grau de investimento para a economia brasileira implicaria mais entrada de recursos externos no mercado doméstico, reforçando as pressões de baixa sobre a taxa de câmbio.