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SÃO PAULO – A Corte Européia de primeira instância surpreendeu a indústria fonográfica e cancelou a fusão entre as gravadoras Sony Music e BMG nesta quinta-feira, rejeitando pela primeira vez uma aprovação da União Européia.
As gravadoras anunciaram a fusão em 2004 e criariam a segunda maior empresa fonográfica do mundo, na ocasião, a negociação foi aprovada pela Comissão Européia, órgão da União européia.
No entanto, a decisão da Corte levou em conta os protestos das gravadoras independentes que contestaram a aprovação da Comissão Européia logo após o anúncio. A Corte alega que a comissão não demonstrou claramente a inexistência de uma posição dominante das empresas antes da fusão e nem os riscos do negócio.
As companhias têm uma semana para reapresentar o plano de integração entre as empresas para a Comissão Européia que terá um mês para reavaliar a decisão.
Decisão preocupa EMI e Warner
Vale lembrar que esta atitude da Corte Européia também poderá impactar nas negociações
de uma possível parceria entre a EMI e a Warner Music.
Analistas acreditavam, até esta quinta-feira, que a fusão das companhias não sofreria problemas regulatórios, amparando-se na união Sony BMG.