Bolsas mundiais

Corte de US$ 5 bi do HSBC e Grécia derrubam bolsas europeias; Ásia cai com dados chineses

Em um comunicado à bolsa de Hong Kong, o banco anunciou que planeja cortar custos sobretudo no Brasil e na Turquia, onde serão demitidos cerca de 25 mil funcionários

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Dando continuidade ao movimento pessimista dos investidores nos principais mercados na véspera, as bolsas europeias registram leves quedas na manhã desta terça-feira (9). Às 8h30 (horário de Brasília), o índice FTSE Eurofirst 100 recuava 0,25% a 6.773 pontos, enquanto o alemão DAX caía 1,23%, a 10.928 pontos.

No noticiário corporativo, destaque para o dia do investidor do HSBC, que deverá ocorrer hoje, em Londres. Em um comunicado à bolsa de Hong Kong, o banco anunciou que planeja cortar custos em até US$ 5 bilhões em dois anos, demitindo cerca de 25 mil funcionários e reduzindo seus ativos ponderados pelo risco em estimados R$ 290 milhões. Também faz parte da estratégia vender operações no Brasil e na Turquia e focar esforços na Ásia.

“Nós reconhecemos que o mundo mudou e precisamos acompanhar esse processo”, afirmou o CEO (chief executive officer) do HSBC, Stuart Gulliver, no comunicado. As ações da instituição financeira abriram com ganhos, mas logo viraram para o campo negativo nesta sessão. Às 8h30 (horário de Brasília), seus papéis caíam 1,1% na bolsa de Londres. A iniciativa mostra uma sinalização negativa para os investidores sobre a percepção de um importante player do mercado mundial sobre a conjuntura, provocando incertezas em outros investidores.

Aprenda a investir na bolsa

No plano geopolítico, destaque para a Grécia, que segue mexendo com o humor do mercado. Credores internacionais do país sugeriram que se estenda o programa de resgate até o fim de março de 2016, porém as condições para o firmamento do acordo e projeções sobre o futuro divergentes dificultam o processo, conforme informou a agência Reuters nesta manhã.

Bolsas asiáticas
Os índices acionários asiáticos fecharam em queda nesta terça-feira conforme especulações sobre a elevação da taxa de juros nos Estados Unidos já em setembro afetaram mercados emergentes em geral.

Às 7h44 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,8%, marcando uma nova mínima de 10 semanas, depois de um início estável na sessão que logo deu lugar a vendas generalizadas.

A China teve outra leitura fraca sobre inflação com o índice de preços ao consumidor recuando 0,2 em maio ante o mês anterior, colocando a inflação anual em 1,2%.

Os números fracos de inflação alimentaram expectativas de que Pequim vai adotar mais estímulos de política. Investidores mesmo assim ficaram desanimados com este sintoma de demanda fraca e suas vendas tiraram as ações de máximas de sete anos, com o índice de Xangai fechando em queda de 0,4%.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,76%, a 20.096 pontos.

PUBLICIDADE

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,20%, a 26.989 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSE perdeu 0,36%, a 5.113 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,06%, a 2.064 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,88%, a 9.191 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,76%, a 3.295 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,49%, a 5.471 pontos.

(com Reuters)