Corte de dividendos pode indicar que ações do S&P 500 ainda estão caras

Estudo publicado pela London Business School mostra que proventos são responsáveis por 70% do retorno de papéis

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SÃO PAULO – Investir em ações pode não ser mais tão atrativo à medida que cada vez mais companhias decidem cortar dividendos para reduzir gastos em meio à crise, aponta estudo publicado pela London Business School e pelo Credit Suisse.

Com o aprofundamento da crise, empresas de todas as partes do mundo têm reduzido ou suspendido o pagamento de dividendos, visando proteger ou ao menos manter o seu caixa.

Entre as empresas que fazem parte do índice Standard&Poor’s 500, vinte e cinco delas pouparam quase US$ 17 bilhões ao decidir pelo não pagamento de proventos aos seus acionistas, o maior volume desde 1955, quando as apurações começaram a ser realizadas.

Ao mesmo tempo em que os ativos que fazem parte do S&P 500 são negociados em seu menor patamar em relação aos lucros desde 1985, uma avaliação baseada em dividendos mostra que esses papéis ainda podem estar sobrevalorizados, de acordo com matéria publicada na Bloomberg.

Retorno excepcional de dividendos

Segundo estudo feito pela London Business School e publicado pelo Credit Suisse neste mês, a receita provinda do pagamento de dividendos, ajustada à inflação, representa cerca de 70% do retorno médio das ações negociadas nos EUA desde 1900.

Como prova desse movimento, o New York Times, terceiro maior jornal dos EUA, suspendeu o pagamento dos seus proventos do último trimestre para reduzir gastos, a primeira vez que isso acontece desde a sua abertura de capital, há quarenta anos.

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No mesmo sentido, a Dow Chemical cortou os pagamentos aos seus acionistas pela primeira vez desde 1912, enquanto que a fabricante de motocicletas Harley-Davidson reduziu em 70% os seus dividendos, encerrando com um período de aumentos de pelo menos dezesseis anos.