Investigações

Corrupção na Petrobras é descomunal, diz procurador-geral da República

Rodrigo Janot classificou os desvios na companhia de "descomunal caso de corrupção" e defendeu que o Ministério Público precisa ter maior independência investigativa em relação à Polícia Federal

Ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot (Crédito: Agência Brasil)
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SÃO PAULO – Durante evento promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República, reunindo os quatro candidatos ao cargo de procurador-geral da República, o atual titular do cargo, Rodrigo Janot, defendeu sua gestão no comando do Ministério Público. Segundo ele, foram realizadas alterações estruturais que permitiram ao órgão atuar com “profissionalismo” e “maturidade” para investigar o esquema de corrupção da Petrobras.

Janot classificou os desvios na companhia de “descomunal caso de corrupção” e defendeu que o Ministério Público precisa ter maior independência investigativa em relação à Polícia Federal. “Quando nos deparamos com este enorme, descomunal caso de corrupção, a instituição não era a mesma de há dois anos. As mudanças estruturais realizadas nos permitiram enfrentar a questão com profissionalismo e maturidade”, afirmou.

“Não foi e não está sendo fácil. Preciso aprimorar o que foi feito e corrigir equívocos da caminhada. (…) Estou pronto para seguir no desafio com o mesmo brilho nos olhos. Sem fórmulas mágicas e sem vender ilusões, peço seu apoio e seu voto”, completou o procurador-geral.

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Janot, que tem seu mandato até setembro, concorre a indicação dos colegas para permanecer no comando da instituição por mais dois anos. Os procuradores votam uma lista tríplice que é encaminhada à Presidência da República, responsável por definir o ocupante do cargo. Janot afirmou que merece permanecer no cargo por não vender ilusões nem fórmulas mágicas.