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SÃO PAULO – O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) de maio mostrou aceleração em relação ao mês anterior, registrando variação positiva de 0,51%, no entanto esteve abaixo das projeções do HSBC, da Concórdia Corretora e da Itaú Corretora, que projetavam taxa de 0,55%, 0,57% e 0,60% respectivamente. Ademais, o índice esteve abaixo das estimativas de mercado, de 0,56%.
Diante disso, a equipe de análise da Itaú revisou a projeção para o IPCA de maio, de 0,50% para 0,42%, acreditando que os resultados dos subitens passagens aéreas, empregado doméstico e aluguel serão repetidos no indicador fechado. Assim, a taxa do IPCA em 12 meses deverá recuar para 5,05%, ante 5,10% até abril.
A equipe do HSBC estima que a taxa de inflação de 12 meses recue para 5%, a partir de 5,2% em abril. “O quadro de inflação global permanece mais benigna do que antecipado, e aliado com as medidas anunciadas na véspera, esperamos a inflação fique entre 0% e 0,1% em junho e julho”.
Projeções para maio
O analista da Concórdia, Flávio Combat, projeta para o mês de maio um IPCA fechado de 0,42%. Essa estimativa leva em consideração o impacto no aumento no grupo Despesas Pessoais e a descompressão em Transportes. Em contrapartida, os alimentos devem manter a inflação pressionada, “na medida em que os efeitos da quebra de safra devem ser sentidos, pelo menos, até o fim do mês”, avalia.
Segundo a equipe da Itaú as principais surpresas no IPCA-15 de maio ocorreram em itens que serão repetidos no indicador do mês de maio, o que justifica a revisão da previsão mensal, de 0,50% para 0,42%.
Para o HSBC, as medidas anunciadas na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, visando impulsionar o crescimento econômico, poderá ter imapcto benigno nas próximas leituras do IPCA. Segundo a corretora, se os preços dos automóveis apresentarem queda de 10%, o IPCA de junho e junho poderá cair ente 40 e 45 pontos-base.