Corretoras esperam descompressão do IPCA para o mês de outubro

Alimento e Bebidas e Transportes, principais responsáveis pela alta mensal do indicador, deverão desacelerar neste mês

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SÃO PAULO – A elevação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em setembro de 0,53% já era prevista entre corretoras e consultoras. O resultado não surpreendeu o mercado, que já projetava alta em torno deste patamar. Entretanto, o mês de outubro registrará uma descompressão do indicador, avaliam LCA Consultores, Bradesco, Banco Fator e Concórdia. 

Para LCA, os gastos com empregado doméstico passarão de +1% no mês anterior para 0,35% em outubro, gerando tendência de baixa para o grupo de despesas pessoais. Além disso, alimentação e bebidas e transportes, grupos que apresentaram acentuada valorização de em setembro de 0,64% e 0,78%, respectivamente, deverão sofrer uma desaceleração. Assim, a consultora projeta o IPCA para outubro em um intervalo entre +0,40% e +0,45%.

Já a Concórdia, que também projeta o IPCA em torno do mesmo patamar para +0,42%, acredita que os principais grupos responsáveis pela elevação do indicador este mês deverão sofrer um tendência de queda em outubro. Em setembro, os grupos de alimentação e bebidas e transportes responderam juntos por 0,30 ponto percentual do resultado do IPCA. “O resultado corrobora a tendência observada nos dois últimos meses, que registram taxas de inflação pressionadas pelos preços agrícolas”, salienta a consultora.

Projeções para 2011 e 2012
O resultado do indicador também veio em linha com a projeção da Bradesco Corretora, que previa IPCA de +0,55%. Ademais, a corretora acredita que “diante disso e considerando que os núcleos seguiram pressionados, mantemos nossa avaliação, de que, ao longo dos próximos meses, continuaremos a observar variações positivas”, com exceção do mês de outubro,  já que “esperamos uma certa descompressão ante setembro”. 

Assim, a Bradesco não alterou sua perspectiva anual, mantendo suas projeções para o IPCA em 6,5% para 2011 e 5,8% para o próximo ano. Na mesma direção segue o Banco Fator, que prevê uma alta acumulada de 6,5% neste ano. Com isso, a Fator estipula que “serão necessárias taxas de 0,48% em cada um dos próximos três meses”. Além do mais, a corretora apontou que “as três tradicionais medidas de núcleos continuaram pressionadas, tanto nas taxas mensais quanto nas taxas em 12 meses”.