Corretora inicia cobertura da Oi com recomendação marketperform

Recomendação considera que as proporções atuais da companhia serão aceitas pelos acionistas minoritários

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SÃO PAULO – O Itaú deu início a cobertura das ações da Oi com recomendação “marketperform”, assumindo que as proporções previstas com a reestruturação da companhia serão aceitas pelos acionistas minoritários, tendo como princípio que a Brasil Telecom (BRTO4) possivelmente será a companhia sobrevivente neste processo.

Apostando na aprovação da transação, a Brasil Telecom deve ser negociada a 4,8x o EV/Ebitida (valor de mercado sobre geração operacional de caixa), levando a um potencial de valorização de 20% e, assim, justificando, de acordo com o banco, a classificação de “marketperform”.

Com isso, o Itaú enxerga a Telemar (TMAR5, TNLP3 e TNLP4) como veículo alternativo para obter exposição ao grupo, a um prêmio ou um desconto para as ações da Brasil Telecom, dependendo dos preços de negociação relativos às relações propostas, uma vez que ambas as ações da Telemar serão trocadas por ações da Brasil Telecom.

A nova companhia, Oi S.A., deve nascer com um valor de mercado de R$ 25 bilhões e um Ebitida (geração operacional de caixa) de R$ 8,2 bilhões. Ao preço atual da sua ação, a companhia está sendo negociada a 4,8 vezes o EV/Ebitida. 

“Com base em nossa análise pelo FCD (Fluxo de Caixa Descontado), o preço-alvo para a entidade final, de R$ 18,3 por ação da Brasil Telecom implica em uma apreciação de 20% ex-dividendos. Para os atuais portadores das ações da Brasil Telecom, além do potencial de valorização, há um pagamento não recorrente de dividendos de caixa de R$ 2,49 por ação”, explica o banco em nota.

Empresa Código Recomendação Preço-alvo Upside
Telemar TNLP3 marketperform R$  40,90 36%
Telemar TNLP4 marketperform R$ 32,70 23%
Telemar TMAR5 marketperform R$ 67,60 23%
Brasil Telecom BRTO04 marketperform R$ 18,30 20%

Antes da finalização
Antes de a transação ser finalizada, o Itaú afirma que adquirir ações da Brasil Telecom pode resultar em um lucro de R$ 2,49 por ação em valor monetário (dividendos), além de um potencial de valorização de 20%, resultando em um retorno total de 35%.

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Contudo, o banco diz não se sentir confortável classificando a nova companhia como “outperform”, tendo em vista o risco, decorrente da necessidade de aprovação ou rejeição da transação. “Além disso, vemos alternativas de investimento mais interessantes no setor, particularmente a Telesp/Vivo, nossa ‘top pick’ no setor” explica.

O risco antes da aprovação
O banco informou ainda que apesar de acreditar que os acionistas minoritários provavelmente irão aceitar a transação, os números propostos ainda devem ser apreciados por um comitê de avaliação independente indicado pelo conselho de diretoria e submetido à aprovação dos acionistas.

Este processo ocorrerá em cada uma das três entidades envolvidas na reestruturação e espera-se que o processo esteja concluído até o final do ano. “Se estivermos equivocados, e a simplificação proposta para a estrutura acionária não for levada adiante, seria de esperar uma reação negativa por parte de todas as ações envolvidas, e o cancelamento do bônus de caixa da Brasil Telecom”, analisa.