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SÃO PAULO – O momento de alta ao preço da celulose deve continuar em meio a um cenário de oferta restrita, avaliaram os analistas Marcos Assumpção e Alexandre Miguel, da Itaú Corretora, nesta quinta-feira (25). A equipe revisou sua projeção para o preço da matéria-prima em 2010 de US$ 800 para US$ 890 por tonelada da celulose.
Segundo relatório, a elevação deve-se ao menor nível dos estoques da celulose, à recuperação nos embarques com elevadas taxas operacionais e à futura queda prevista na oferta da commodity no mercado global, puxada pela paralisação da produção chilena após os terremotos que devastaram o país no último mês.
“Nós esperamos que os preços da celulose atinjam o máximo de US$ 990 por tonelada no terceiro trimestre de 2010, fortemente pressionados pela paralisação da produção no Chile, a qual nós acreditamos que levará seis meses até que se recupere”, avaliaram os analistas.
Fibria e Suzano
A Itaú Corretora acredita que as projeções de contínua alta nos preços da celulose já estão precificadas no papel da Fibria (FIBR3), uma vez que, entre outras coisas, a ação da produtora de celulose apresenta atualmente um upside limitado em relação ao preço-alvo dos analistas da Itaú para o final de 2010 (R$ 42 por ação). Com isso, os analistas mudaram a recomendação da Fibria para market perform (em linha com a média do mercado).
Já para a Suzano (SUZB5), a corretora destacou que está mantendo sua recomendação de desempenho acima do mercado, com elevação do preço-justo (para R$ 32), incorporando as novas premissas ao setor de papel e celulose. “A Suzano também deve se beneficiar de uma melhora no mercado de papéis e de um crescimento esperado mais forte”, concluiu.