Corretora eleva preço-alvo da AmBev, mas ainda teme “fantasmas do passado”

Analistas preveem ações negociadas a R$ 181 em 2010, apesar da desavença entre os acionistas da fabricante de bebidas

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SÃO PAULO – Atento às novas estimativas macroeconômicas, a equipe de analistas do Itaú revisou na segunda-feira (21) o preço-alvo das ações da AmBev, prevendo que os ativos (AMBV4) registrem valorização de 24% até o final de 2010.

A dupla de especialistas formada por Juliana Rozenbaum e Francine Martins disse que a empresa continua sendo o papel mais defensivo do setor de consumo, é geograficamente diversificada e tem uma enorme habilidade de gerar caixa, o que atrai o investidor.

Por outro lado, a corretora disse que “fantasmas do passado” continuam circundando a fabricante de bebidas, o que leva as analistas a não sustentarem uma tese mais agressiva de investimento.

No final, a dupla alega que seria preciso um maior potencial de valorização para compensar o risco, e, assim, reitera a recomendação sector-perform (“em linha com o mercado”). O preço-alvo foi fixado em R$ 181 para 2010.

Velhos Fantasmas

De acordo com a Itaú Corretora, um dos pontos de maior cautela na AmBev está na divergência de interesses entre os investidores minoritários e os controladores empresa, o que, na verdade, remonta ao início das operações com a InBev.

“Isso, aliado a alguns ‘incidentes prévios de governança corporativa’, forma um solo fértil para exacerbar preocupações em relação a possíveis conflitos no futuro, incluindo desavenças quanto à geração de fluxo de caixa”, comentou a Itaú Corretora.

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“A recente distribuição de dividendos, ao invés do maior acúmulo de caixa, alivia as dúvidas quanto ao curto prazo, mas ainda assim o horizonte de longo prazo continua incerto para a fabricante de bebidas”, concluiu a dupla de especialistas. “O câmbio também é um risco de exposição”.