Corretora destaca consumo doméstico e recomenda compra à ação da BRF

Link Investimentos projeta taxa de crescimento anual próxima de 9,7% para as receitas da companhia até 2013

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SÃO PAULO – Os analistas da Link Investimentos apresentaram perspectivas favoráveis para o mercado consumidor doméstico, como argumento para a recomendação de compra das ações da Brasil Foods (PRGA3).

De acordo com o relatório, o cenário econômico deve apresentar mudanças significativas para a empresa, que possui um portfólio de marcas conhecidas internacionalmente e está localizada no Brasil, onde “possui uma série de vantagens competitivas”.

Desvalorização do dólar e cenário externo

Devido à apreciação cambial, a perspectiva no mercado externo é de redução na receita em reais da empresa, além de aumentar a competitividade com produtos produzidos nos EUA, que se tornam mais baratos.

Fora do mercado norte-americano, as análises não são favoráveis à empresa. “Algumas das principais regiões compradoras de carne, como a Europa e o Japão, ainda não se recuperaram, tudo indica que o primeiro semestre do ano que vem ainda será fraco para as exportações brasileiras de carne”, comenta a Link.

Mercados interno

O que auxilia nas perspectivas para a empresa, líder no mercado interno em diversos segmentos, é a tendência de aumento no consumo doméstico, o que pode representar taxa de crescimento anual de 9,7% à receita líquida da BRF até 2013.

“A empresa deve ser uma das mais beneficiadas na melhora do mercado doméstico, que vem provocando o aumento na demanda por produtos processados”, comentam.

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Sinergias e Ebitda

De acordo com os analistas, “a fusão com a Sadia deve gerar sinergias em diversas linhas (receita, custos, despesas operacionais, investimentos benefício fiscal, etc.)”, porém, para criar a perspectiva, foram reduzidas as despesas operacionais, gerando valor de sinergias de R$ 3,8 bilhões.

Além disso, a empresa pode obter maior ganho nas despesas gerais e administrativas, que ainda são contabilizadas separadamente.

Estas perspectivas resultam em uma margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) de 11,1% para o próximo ano. “É importante ressaltar que essa maior geração de caixa deverá contribuir para uma significativa redução da alavancagem financeira”, completam.