Correndo contra o relógio, GM tem duas semanas para evitar concordata

Governo quer reestruturação pronta até início de junho, mas detentores de títulos indicam bancarrota inevitável

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SÃO PAULO – Quatorze dias. É o tempo que resta para a General Motors concretizar seu plano de reestruturação, dado que o Tesouro dos EUA e a administração de Barack Obama estipularam até o inicio de junho para a automobilística mostrar-se viável.

Centenária, a montadora de Detroit se desdobra para reduzir sua dívida de US$ 27 bilhões, com concessões atingidas junto ao UAW (United Auto Workers), sindicato que representa o setor, além do fechamento de 40% das concessionárias nos EUA.

À mercê de todos

No entanto, o prazo se esgota a cada dia e, conforme o olhar de analistas, a única chance da GM escapar de uma concordata será se o governo aceitar qualquer porcentagem em títulos corporativos que os detentores estiverem dispostos a trocar.

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Já não bastasse a dependência em relação aos credores, a automobilística ainda necessita que aproximadamente 90% de sua dívida corporativa seja trocada junto ao Estado, ou uma bancarrota será inevitável.

Papéis sobem

As ações da General Motors disparam 4% no pré-market de Wall Street.