Perspectivas

Coronavírus, relatório de emprego nos EUA e preocupação fiscal: o que acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

SÃO PAULO – Após o aumento da tensão no fim desta semana, levando a uma forte queda das bolsas pelo mundo, o acompanhamento do número de casos de coronavírus volta a ser o centro das atenções conforme algumas regiões registram aumento no número de infectados.

O caso mais delicado é nos Estados Unidos, que estava em processo de reabertura, mas viu um aumento de casos nos últimos dias, levando alguns estados a darem passos para trás. O Texas, por exemplo, voltou a fechar estabelecimentos na semana que passou.

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Ainda no exterior, destaque para o Relatório de Emprego nos EUA, o Payroll, que sai na quinta-feira (2), já que na sexta-feira será feriado de Independência no país. O dado tem sido bastante importante para balizar o cenário de recuperação da economia americana.

Já na quarta (1), sai a ata da última reunião do Fomc, um dia depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, têm audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara.

Além disso, atenção também para a Rússia, onde a população votará mudanças na Constituição, que se aprovadas permitirão que Vladimir Putin permaneça no poder até 2036. Enquanto isso, União Europeia e o Reino Unido retomam as negociações sobre o Brexit.

Agenda doméstica

A próxima semana contará com dados do setor produtivo, que será destaque conforme os investidores buscam sinais de confirmação do tom mais otimista dado pelo ministro Paulo Guedes e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Produção industrial de maio será divulgada na quinta (2), e será importante após a queda de 18,8% do mês anterior. Alguns números de junho também serão apresentados, como vendas de veículos da Fenabrave, após alta de 11,6% no indicador em maio.

Na quinta sai o PMI Markit de junho, enquanto no resto da semana ainda serão divulgados o IGP-M de junho e a taxa de desemprego de maio.

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A questão fiscal também é destaque com o resultado do governo central e os números do déficit primário de maio. Momento é importante após as sinalizações confusas do governo na sexta, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, falando em revisão do teto de gastos, que deve acontecer apenas depois da aprovação das reformas administrativa, tributária e do pacto federativo.

Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro anunciou prorrogação do auxílio emergencial além do que havia sinalizado anteriormente, o que também pode pesar na economia.

Por falar no presidente, o clima político amenizou nos últimos dias, conforme o presidente adotou uma nova postura, de um tom conciliatório.

No campo corporativo, com a temporada de balanços estendida por conta da pandemia, destaque para o resultado do IRB Brasil, que apresenta seus números do primeiro trimestre nos próximos dias.

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