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SÃO PAULO – Ontem, em discurso visto com ceticismo por observadores estrangeiros, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou a militares que o seu país finalizou uma bomba de hidrogênio.
“A Coreia do Norte [é] um poderoso Estado com armas nucleares, e está pronto para detonar a bomba A (atômica) e a bomba H (de hidrogênio) para defender de forma confiável a soberania e da dignidade da nação”, disse Kim há alguns dias durante visita de inspeção a instalações militares, segundo a agência oficial KCNA.
A bomba de hidrogênio, mais conhecida como bomba termonuclear, utiliza tecnologia muito avançada para produzir uma explosão significativamente mais poderosa do que uma bomba atômica.
Porém, há muitas dúvidas sobre a declaração. Ontem, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, comunicou que as informações das quais dispõe os Estados Unidos permitem “questionar seriamente” as afirmações do líder norte-coreano. Enquanto isso, uma autoridade do órgão de inteligência da Coreia do Sul disse para a Yonhap que não há nenhuma evidência de que o regime norte-coreano tenha capacidade de produzir a bomba de hidrogênio e a declaração de Kim é apenas retórica.
Em meio a esse ceticismo, representantes das duas Coreias se reuniram para tentar reduzir as tensões militares recorrentes na região. O vice-ministro sul-coreano da Unificação, Hwang Boogi, encontrou o vice-diretor do Comitê norte-coreano pela Reunificação Pacífica, Jon Jong Su. Esta reunião foi a primeira iniciativa de negociação deste que os dois países anunciaram um cessar-fogo, em agosto.
A Coreia do Norte realizou três testes atômicos na última década e anunciou recentemente a reativação de suas instalações nucleares; o país mantém sob segredo seu programa nuclear.
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